PROCURAM-SE AUTÊNTICOS PROFETAS | Paulus Editora

O Domingo
PROCURAM-SE AUTÊNTICOS PROFETAS

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Depois de se ter proclamado cumpridor da profecia de Isaías (no domingo passado), Jesus ensina nas sinagogas dos judeus, provocando admiração e fúria. Admiração por causa das palavras de encanto que saíam de sua boca, apesar de sua origem simples. A expressão “filho de José” é uma provocação, como se dissessem: tais admiráveis palavras não podem vir do filho de humilde carpinteiro de uma vila desconhecida. Afinal, o Messias esperado não deveria vir da periferia e de família insignificante e desconhecida, mas sim de uma família nobre. Por isso, pedem milagres que provem a veracidade de suas palavras.

Jesus, em resposta, limita-se a citar o provérbio segundo o qual um profeta não costuma ser bem recebido na própria terra. A partir daí, apresenta os casos da viúva de Sarepta e do sírio Naamã, para dizer que os profetas (Elias e Eliseu) encontraram mais fé entre os estrangeiros do que em Israel. Com isso, provoca fúria entre os ouvintes – que querem lançá-lo no precipício. Não sendo aceito em sua própria terra, o profeta parte para outros lugares.

Os autênticos profetas – de ontem e de hoje – enfrentam rejeição. Sua mensagem de verdade e de justiça incomoda os que se deixam guiar pelo espírito do confronto e do elitismo egoísta. Não raro essa rejeição vem até de pessoas que se consideram “religiosas” e “do bem”. Apesar desse risco, muitos profetas e o próprio Jesus não abandonaram a missão.

Jesus não sofreu rejeição somente em Nazaré, mas enfrentou os desafios da missão ao longo de toda a sua vida. Também hoje, os que denunciam as injustiças e buscam caminhos de dignidade para os pobres sofrem as consequências da ousadia do que anunciam.

Os que procuram “adocicar o Evangelho” também acabam camuflando e rejeitando a autêntica mensagem de Jesus. Aceitar e viver a genuína mensagem do Mestre requer permanente desprendimento em favor dos outros. Nossa tendência é amenizar suas propostas. Pelo batismo, os cristãos tornam-se vocacionados a promover um mundo mais humano e mais fraterno.

Pe. Nilo Luza, ssp


O Domingo

É um periódico que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa e duas colunas, uma reflete sobre o evangelho do dia e a outra sobre temas relacionados à vida da Igreja.

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