O Domingo – Palavra
CELEBRAR O NATAL DO SENHOR COM GRATIDÃO

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O salmista pergunta ao Senhor: “O que é um ser humano, para dele te lembrares, e um filho de Adão, para dele te ocupares?” (Sl 8,5). Nós, homens e mulheres, somos um cisco na imensidão do universo; basta um sopro divino, e seremos varridos para outra dimensão. Temos saúde frágil; a presença de um novo vírus é capaz de fazer um estrago enorme em nosso organismo e mesmo tirar a vida. Somos fracos na fé; a mínima contrariedade nos leva a ofender a Deus. No entanto, o Senhor não nos abandona à nossa própria situação: “Deus conhece nossa condição, ele se lembra do pó que somos nós” (Sl 103,14). Por isso, no plano divino da salvação, ficou estabelecido que Jesus, o Filho de Deus, se fizesse homem, igual a nós em tudo, com exceção do pecado.

Pelo poder do Espírito Santo, Jesus se encarna em Maria de Nazaré, passa pelo processo de gestação, até ser dado à luz, em Belém, e ser acomodado numa manjedoura (cf. Lc 2,7). O Menino Jesus se adapta à realidade humana: sente fome, sede e cansaço; aprende a falar e caminhar; recebe e retribui afeto; desde o berço, é educado no amor a Deus e no respeito à religião. Aos poucos, vai tomando consciência de que é o Filho de Deus e está encarregado de uma grande mis- são: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10).

Celebrar o Natal do Senhor é intensificar nossa gratidão por tudo o que Deus tem realizado em favor da criatura humana. Celebrar a vinda de Jesus entre nós é retomar todo o significado da sua vida, morte e ressurreição-glorificação. Celebrar seu nascimento é acolher o mistério da encarnação, o Deus que se fez homem e “armou sua tenda entre nós” (Jo 1,14). Ele vem nos ensinar o que fazer para agradar a Deus, qual deve ser a qualidade do amor ao próximo e como chegar à glória eterna.

Sejamos, pois, infinitamente gratos a Deus, que, em Jesus, nos mostra seu rosto misericordioso, torna-se nosso amigo e inseparável companheiro de caminhada. Quanto ao mistério da encarnação, não está ao nosso alcance decifrá-lo; resta-nos, pois, acolhê-lo com reverência. Mistério não se explica; mistério se contempla.

Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp


O Domingo – Palavra

O objetivo deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir às comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. Ele contém as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do Hinário litúrgico da CNBB e um artigo que trata da liturgia do dia ou de algum acontecimento eclesial.

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