O RESSUSCITADO SE REVELA | Paulus Editora

O Domingo
O RESSUSCITADO SE REVELA

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Não foi fácil, para os discípulos, acreditar na ressurreição de Jesus. Ao se apresentar diante deles, o Mestre foi visto como fantasma, que assusta e dá medo. Para ser reconhecido, precisou mostrar-lhes as chagas das mãos e dos pés e comer um saboroso peixe assado. A seguir, convidou-os a ler a Escritura, na qual tudo já estava revelado a seu respeito.

Se foi difícil, para os discípulos, reconhecer o Ressuscitado, muito mais difícil pode ser para nós – que vivemos mais de dois mil anos depois e não temos a felicidade de vê-lo revelar-se a nós da mesma forma que fez outrora. Somente a fé na Escritura pode nos assegurar esse reconhecimento.

O Ressuscitado traz as marcas das chagas em seu corpo. Hoje cabe a todos nós, suas testemunhas, cuidar e tratar dessas feridas. Ele está presente nas pessoas sofredoras de todos os tempos. Pode atualmente estar presente, por exemplo, no moribundo do hospital, onde encontra os dedicados profissionais da saúde que curam suas feridas e arriscam a própria vida para recuperar a sua.

Ao pedir algo para comer, os discípulos dão-lhe um pedaço de peixe – é o que eles têm. Peixe é comida do povo simples, dos que vivem da pesca no mar, nos rios ou nos lagos. Na Bíblia, a mesa é símbolo muito significativo. A comensalidade em torno da partilha do alimento é ocasião privilegiada em que Deus se faz presente.

Depois de alimentado, o Ressuscitado ensina a reler a Escritura, para que não se perca a memória daquilo que ele mesmo revelou, enquanto vivia em meio ao povo da Galileia. Com base na Escritura, descobrimos a real vontade de Deus.

O Evangelho conclui com esta afirmação: “Vós sois testemunhas de tudo isso”. Ser testemunhas de Jesus, por um lado, requer de nós coragem e generosidade e pode trazer sérias consequências; por outro, identifica-nos como portadores da alegre Boa-nova da ressurreição: vida nova que surge por meio da superação da dor e do sofrimento. Testemunhar é contagiar pessoas para que olhem a vida com otimismo e esperança, apesar dos desafios que enfrentam.

Pe. Nilo Luza, ssp


O Domingo

É um periódico que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa e duas colunas, uma reflete sobre o evangelho do dia e a outra sobre temas relacionados à vida da Igreja.

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