2ª SEMANA DA PÁSCOA
(branco – ofício do dia)
Cristo, ressuscitado dos mortos, não morre mais; a morte já não tem poder sobre ele, aleluia (Rm 6,9).
Diante das perseguições e adversidades, a primeira atitude da comunidade cristã deve ser a oração, que encoraja e enche de esperança. Ao celebrarmos a Páscoa do Senhor, deixemo-nos conduzir pela ação do Espírito Santo, cujo mistério nos introduz na experiência do Reino de Deus.
Leitura dos Atos dos Apóstolos – Naqueles dias, 23logo que foram postos em liberdade, Pedro e João voltaram para junto dos irmãos e contaram tudo o que os sumos sacerdotes e os anciãos haviam dito. 24Ao ouvirem o relato, todos eles elevaram a voz a Deus, dizendo: “Senhor, tu criaste o céu, a terra, o mar e tudo o que neles existe. 25Por meio do Espírito Santo, disseste, através do teu servo Davi, nosso pai: ‘Por que se enfureceram as nações, e os povos imaginaram coisas vãs? 26Os reis da terra se insurgem e os príncipes conspiram unidos contra o Senhor e contra o seu Messias’. 27Foi assim que aconteceu nesta cidade: Herodes e Pôncio Pilatos uniram-se com os pagãos e o povo de Israel contra Jesus, teu santo servo, a quem ungiste, 28a fim de executarem tudo o que a tua mão e a tua vontade haviam predeterminado que sucedesse. 29Agora, Senhor, olha as ameaças que fazem e concede que os teus servos anunciem corajosamente a tua palavra. 30Estende a mão para que se realizem curas, sinais e prodígios por meio do nome do teu santo servo Jesus”. 31Quando terminaram a oração, tremeu o lugar onde estavam reunidos. Todos, então, ficaram cheios do Espírito Santo e anunciavam corajosamente a Palavra de Deus. – Palavra do Senhor.
Felizes hão de ser todos aqueles / que põem sua esperança no Senhor.
1. Por que os povos agitados se revoltam? / Por que tramam as nações projetos vãos? / Por que os reis de toda a terra se reúnem † e conspiram os governos todos juntos / contra o Deus onipotente e o seu ungido? / “Vamos quebrar suas correntes”, dizem eles, / “e lançar longe de nós o seu domínio!” – R.
2. Ri-se deles o que mora lá nos céus; / zomba deles o Senhor onipotente. / Ele, então, em sua ira os ameaça / e em seu furor os faz tremer, quando lhes diz: / “Fui eu mesmo que escolhi este meu rei / e em Sião, meu monte santo, o consagrei!” – R.
3. O decreto do Senhor promulgarei, † foi assim que me falou o Senhor Deus: / “Tu és meu Filho, e eu hoje te gerei! / Podes pedir-me e, em resposta, eu te darei, † por tua herança, os povos todos e as nações, / e há de ser a terra inteira o teu domínio. / Com cetro férreo haverás de dominá-los / e quebrá-los como um vaso de argila!” – R.
Aleluia, aleluia, aleluia.
Se com Cristo ressurgistes, procurai o que é do alto, / onde Cristo está sentado à direita de Deus Pai (Cl 3,1). – R.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – 1Havia um chefe judaico, membro do grupo dos fariseus, chamado Nicodemos, 2que foi ter com Jesus, de noite, e lhe disse: “Rabi, sabemos que vieste como mestre da parte de Deus. De fato, ninguém pode realizar os sinais que tu fazes, a não ser que Deus esteja com ele”. 3Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade te digo, se alguém não nasce do alto, não pode ver o Reino de Deus”. 4Nicodemos disse: “Como é que alguém pode nascer se já é velho? Poderá entrar outra vez no ventre de sua mãe?” 5Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade te digo, se alguém não nasce da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus. 6Quem nasce da carne é carne; quem nasce do Espírito é espírito. 7Não te admires por eu haver dito: ‘Vós deveis nascer do alto’. 8O vento sopra onde quer e tu podes ouvir o seu ruído, mas não sabes de onde vem nem para onde vai. Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito”. – Palavra da salvação.
Na primeira seção do seu Evangelho, João narra o encontro de Jesus com três personagens particulares. O primeiro deles, e o único cujo nome conhecemos, é Nicodemos, um fariseu, líder dos judeus, mas que reconhece Jesus como rabi (mestre) e demonstra interesse em conhecê-lo melhor. Ele vai ao encontro de Jesus de noite, que significa ausência de fé e de compreensão, mas volta daquele encontro bem iluminado e cheio de sabedoria, a ponto de, no futuro, defender Jesus diante do Sinédrio (Jo 7,50-51) e acompanhar José de Arimateia no momento da sepultura do Messias (Jo 19,38-40). Os outros dois encontros foram com a samaritana e com o oficial do rei.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
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