JESUS, A VIDEIRA VERDADEIRA DO PAI | Paulus Editora

O Domingo – Palavra
JESUS, A VIDEIRA VERDADEIRA DO PAI

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A liturgia da Palavra deste domingo convida-nos a refletir sobre nossa união com Cristo. Já no início do Evangelho do dia, Jesus se declara como a videira verdadeira. Ele é a única alternativa para a realização plena do direito, da justiça, da liberdade e da vida. Nesse sentido, é a videira autêntica e fiel ao Pai. Em seguida, Jesus apresenta-nos o Pai como o agricultor e, por último, revela que nós, seus discípulos, somos os ramos. Essa representação ilustra muito bem o sentido de unidade e a síntese do Evangelho.

Ao se denominar “videira verdadeira”, Jesus nos mostra que, se quisermos produzir frutos para o Reino de Deus, temos de permanecer unidos a ele. Somente assim podemos realizar aquilo que o Pai deseja. Não basta, contudo, simplesmente proclamar nossa união com Jesus; é preciso lutar para que nosso declarado amor a ele se expresse em obras concretas. Esse é o critério para que o mundo novo anunciado por Jesus possa se tornar realidade.

Seguindo a imagem do Evangelho, constatamos que os ramos envelhecem, perdem força, por isso é preciso fazer a limpeza, para que possam vir novos brotos. O desabrochar dos brotos será conduzido pelos cuidados do agricultor, Deus. Ele é extremamente zeloso e, por isso, vai se dedicar cuidadosamente à poda de cada um dos ramos, evitando ao máximo haver improdutivos que precisem ser cortados. Podar, portanto, é dar condições para que a colheita seja farta.

No caminho do discipulado, é indispensável o reforço da poda, pois sem ela o ramo morrerá. Nesse sentido, para permanecer unido a Cristo ressuscitado, o discípulo terá de fazer a limpeza necessária – fazendo os devidos ajustes ao que pede a Palavra. Caso contrário, sua vida, vocação e missão serão desconectadas da Videira. É importante ressaltar que o que mantém a unidade entre Videira e ramos é a Palavra de Deus escutada, meditada, vivida, celebrada e testemunhada com fé.

Jesus usa de uma parábola para falar da necessidade de seus discípulos permanecerem unidos a ele. Nesse sentido, não podemos deixar de nos alimentar da Palavra de Deus, pois perder esse vínculo implicará navegar por caminhos contrários aos ensinamentos de Jesus, à voz da Igreja. Jesus quer que sejamos ramos com a capacidade de produzir bons frutos, que permaneçam.

Neste clima pascal, abramos o coração e peçamos ao Senhor que nos oriente, para que, seguindo suas instruções, possamos permanecer sempre unidos a ele, a videira verdadeira.

Pe. Roni Hernandes, ssp


O Domingo – Palavra

O objetivo deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir às comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. Ele contém as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do Hinário litúrgico da CNBB e um artigo que trata da liturgia do dia ou de algum acontecimento eclesial.

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