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Tecnologia e Pastoral

05/08/2020

Impulso, vontade e compromisso

Por Ednoel Amorim

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A Igreja possui uma árdua missão deixada por Jesus: A de levar sua Palavra a todos os povos. Uma tarefa desafiadora, porém fruto da bondade divina, que impulsiona os seus eleitos para uma vida em plenitude. É um encargo de misericórdia, pois revela o amor de Deus para com cada um de nós e a confiança que Ele deposita no amor que temos para com Ele, que nos leva a cumprir os seus desígnios com alegria e prontidão. Em João lemos “Não foram vocês que me escolheram; fui eu que escolhi e orientei vocês, para que vão e deem fruto, e o fruto de vocês permaneça.” (Jo 15,16a).

É, pois, vontade da Igreja, sentida e manifestada ao longo da história, cumprir com diligência o mandato de Jesus. Ela procura a cada dia, a cada iniciativa tornar real a sua vontade de se adequar com a vontade do Senhor. Somos conscientes das fragilidades próprias de cada época e de cada um de nós como participantes dessa dinâmica. Porém, não podemos ficar parados, pois a graça de Deus é maior e nos leva para frente.

Evidentemente, isso é um processo que demanda tempo, dedicação, interesse, consciência dos objetivos almejados e participação de todos. Em se tratando de participação, isso exige amor pelo que se faz e por aqueles que estão envolvidos, aqueles que são irmãos e irmãs. Não é à toa que logo em seguida Jesus irá dizer: “Amem-se uns aos outros” (Jo 15,17).

O trabalho junto pede um envolvimento pautado no amor, vivido com leveza e respeito, pois não é possível concretizar a missão sem o compromisso sincero de cada batizado, na certeza de que fazemos parte de uma Igreja que é ministerial. Nela somos chamados a encontrar o nosso lugar, fortalecendo os vínculos, criando redes, amadurecendo as iniciativas e tomando consciência que somos corresponsáveis. Não estamos na Igreja, mas somos Igreja. Além disso é importante pensar na qualidade desse amor. Não é um sentimento vivido sem conflitos ou discordâncias, mas num sincero trabalho pela superação das diferenças, o que não significa anulá-las ou desconsiderá-las. Significa valorizá-las, acolhê-las e respeitá-las. O amor é amplo, exigente e comprometedor, todavia se começarmos por aqui, já daremos significativos passos.

Devemos, portanto, olhar com cuidado para a complexidade da qual fazemos parte, sem querer transformar o todo segundo nossas categorias particulares, mas assumindo a nossa parcela com amor e respeito para que o todo cresça cada vez mais em harmonia. Nesse processo não nos esqueçamos de que existem os desafios próprios da vida contemporânea com sua rapidez e diversificados processos tecnológicos, por isso não é repetitivo chamar a atenção para que todos os cristãos estejam atualizados e busquem o envolvimento responsável com as mídias digitais e novas tecnologias em geral, assumindo nosso compromisso impulsionados pelo amor de Deus.

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