Colunistas

Educação e Literatura

23/11/2015

A título de recapitulação

Por Alexandre Carvalho

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Chegamos ao post 23 e isso significa que são praticamente dois anos de caminhada juntos. Ao longo desse período, partilhamos algumas ideias e alguns pontos de vista com o intuito de conectar Literatura e Educação. Nem sempre foi fácil promover este ‘casamento’, mas acredito que o resultado, na maioria das vezes, foi positivo. Literatura e Educação, para os desavisados, podem parecer matérias chatas; contudo, tanto uma quanto outra se apresenta como possibilidade de ampliação de horizontes e ressignificação da própria existência. Meio romântico?

Sim, mas o romantismo, aqui e agora, cabe, pois se associa a sonhos e desejos de transformação e superação.

A Literatura, como arte que é, tem como função primeira entreter ou divertir. Ela deveria ser algo prazeroso e tocar a sensibilidade das pessoas, despertando-lhes emoções, não vazias, mas genuínas e fundantes. O nosso olhar sobre a Literatura, como já dissemos noutras ocasiões, precisa ser educado, polido, direcionado; aqui não cabe, porém, o conceito ou a prática de doutrinamento, mas de condução para que se adquiram os elementos necessários para que, de fato, haja aproximação entre Literatura e Educação.

Em qualquer tempo, podemos nos colocar em atitude de escuta e aprendizado. Poderíamos dizer que, enquanto há vida, há o que aprender; contudo, o tempo privilegiado para o aprendizado é a infância. Momento, por excelência de descobertas e aquisição de conhecimento e valores. As crianças deveriam ser apresentadas aos livros como são apresentadas aos brinquedos. Como uma bola ou uma boneca causam encantamento, um livro também deveria ter esse efeito; e quando a criança se cansasse dele, que viesse outro.

Um livro para despertar a curiosidade e introduzir ao caminho que descortinará, no tempo devido, o mistério das letras, por exemplo.

Ver os pais com um livro na mão, certamente, será estimulante para uma criança, ler para a criança antes de ela dormir também é bastante positivo; contudo, é bom ter cuidado para não sobrecarregar; se houver sobrecarga, o que deveria ter um prazer vai se tornar peso e pode se instalar um que de repulsa e distanciamento. E esse, definitivamente, não é o objetivo, não é verdade?

Sonhos e utopias nos ajudam a superar, muitas vezes, a dureza da realidade e, com isso, projetar novos caminhos. Um desses instrumentos é justamente a Literatura. Em nosso próximo post, concluímos um ciclo. Que venham novas experiências para todos nós!

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