8 de Novembro – 32° DOMINGO DO TEMPO COMUM | Paulus Editora

O Domingo
8 de Novembro – 32° DOMINGO DO TEMPO COMUM

NOSSAS LAMPARINAS

A parábola das dez virgens é o espelho da nossa alma, refletindo a urgência da preparação e da profundidade interior, para não nos perdermos nas superficialidades e mediocridades tão comuns em nosso tempo.

As lâmpadas são a fé que se mostra ao mundo, nosso compromisso de batizados, de “filhos da luz”; o azeite, o tesouro escondido, é a essência do Espírito Santo, que nos impulsiona na missão e na vigilância ativa. O azeite é a centelha divina em nós, que sustenta nosso entusiasmo diário e distingue o prudente do insensato.

A vinda do noivo (Cristo) é uma certeza; o tempo, uma incógnita. A porta que se fecha simboliza o silêncio final da oportunidade perdida. O valor do azeite é sublinhado por São Gregório Magno em suas Homilias sobre o Evangelho (Homilia XV), nas quais ele ensina que o azeite levado pelas prudentes são as boas obras da caridade; aquelas que as imprudentes negligenciaram.

Não podemos permitir que as distrações e a frieza do nosso tempo apaguem a luz que recebemos de Cristo no dia de nosso batismo. O fascínio das redes sociais digitais e o excesso de informações podem atuar como um sedativo, anestesiando a mente e roubando o tempo da reflexão.

A pensadora Hannah Arendt alertava precisamente para o risco do anestesiamento da mente e da insensibilidade – o perigo de cessar o ato de pensar e julgar. A sensibilidade e a vigilância são, portanto, o azeite que nos impede de cair na banalidade do efêmero.

Ter a lamparina acesa não basta; a alma necessita da reserva de azeite no vaso: o cultivo da vida de oração, a Palavra de Deus como bússola inegociável e a confiança total no Divino Mestre.

Não há como comprar ou emprestar o azeite, essa força divina vital, na hora da verdade. Que a sabedoria das almas prudentes nos inspire a manter o coração vigilante e a vida pronta, para que, quando o grito da meia-noite soar, tenhamos acesso à festa que não tem fim. Vigiai e orai!

Pe. Antonio Iraildo Alves de Brito, ssp


O Domingo

É um periódico que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa e duas colunas, uma reflete sobre o evangelho do dia e a outra sobre temas relacionados à vida da Igreja.

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