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Família

13/10/2016

Perspectivas pastorais para viver a alegria do amor

Por Suzana Coutinho

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Na Exortação Apostólica “A alegria do amor”, no capítulo sexto, o papa Francisco aponta perspectivas para a ação pastoral, em vista de orientar as comunidades a elaborar propostas mais práticas e eficazes, considerando a doutrina da Igreja e as necessidades e desafios locais.

É preciso destacar que a família é o sujeito principal da pastoral familiar, portanto, mais do que um discurso sobre sua evangelização, é preciso um esforço evangelizador e catequético dirigido a ela.

A pastoral familiar deve imbuir-se de espírito e atitude missionários, levando às famílias o evangelho da vida, capaz de responder às suas angústias e necessidades. Para isso, é preciso formação adequada dos agentes da pastoral e dos sacerdotes que a acompanham.

O acompanhamento aos noivos e aos jovens casais deve ser feito com proximidade e testemunho. Deve-se considerar, nessa formação, os desafios da vida familiar, as dificuldades pessoais e os projetos e sonhos de cada um, apresentando sempre o caminho da reconciliação, o apoio da comunidade, a riqueza do evangelho. É também preciso ajudar os noivos a viver o essencial na celebração do sacramento, colocando força no compromisso que assumem e não nas aparências que consomem recursos e energia.

Diante das dificuldades da vida conjugal, a comunidade cristã deve apoiar os jovens casais, ajudando-os a percorrerem sua jornada como família, onde não há mais só o “eu”, mas agora, o “nós”. Partilha, diálogo, perdão, reencontro, paciência, respeito mútuo, abertura consciente e responsável à vida, a educação dos filhos, a oração e a vida comunitária da fé são alguns dos temas a serem refletidos, testemunhados e vivenciados pelas jovens famílias, com a ajuda preciosa dos casais mais experientes.

Além da pastoral familiar, é importante contar com a ajuda de outros grupos, como a própria paróquia, os movimentos, as escolas e outras instituições da Igreja. A paróquia deve buscar, na preparação para os sacramentos, nas bênçãos das casas, nas visitas da imagem do padroeiro, nos momentos de oração na vizinhança os espaços para a catequese familiar.

Cada vez mais, a pastoral familiar é chamada a sair ao encontro das famílias, em suas diversas situações, levando a Palavra de Deus e os ensinamentos da Igreja, em vista de iluminar as crises, as angústias e as dificuldades. As situações de maior fragilidade devem ser cuidadas também com maior atenção, como as separações, os abandonos, as doenças e o mistério da morte.

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