A “LEPRA” QUE MARGINALIZA | Paulus Editora

O Domingo
A “LEPRA” QUE MARGINALIZA

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O Evangelho relata o caso do doente de pele que se aproxima de Jesus para buscar a cura. O homem reconhece que Jesus tem poder para isso. O Mestre, cheio de compaixão, transgride as normas legais – que eram impiedosas com o sofrimento dos marginalizados – e toca naquele legalmente tido como intocável. Por sua vez, o doente também é corajoso; sabia que não podia se aproximar das pessoas, mas mesmo assim foi ao encontro daquele que podia curá-lo. Tocando-o, Jesus torna-se impuro, para tornar o outro puro.

A enfermidade em questão era tida como contagiosa, o que obrigava todo doente de pele a ficar à margem, sem poder conviver com a sociedade nem, muito menos, ser tocado por alguém. Era um condenado pela sociedade e pela própria religião. Muitas vezes, até uma leve alergia era identificada como “lepra”.

A atitude de Jesus de se aproximar revela o rosto do Deus misericordioso, que não tolera a exclusão de ninguém, principalmente quando motivada por justificativas banais.

Infelizmente, ainda nos defrontamos com o fantasma da “lepra”, disfarçada de outras doenças, de desemprego, de drogas, de miséria, de fome… São todos fatores de exclusão que banem milhões de seres humanos de uma vida digna em todo o mundo. Esse enorme contingente de pessoas discriminadas e marginalizadas necessita da coragem do doente do Evangelho e conta com a solidariedade dos que abraçam sua causa.

Nas comunidades cristãs, também podemos encontrar algum tipo de “lepra” que impede a participação. São, por exemplo, normas religiosas que rotulam e selecionam as pessoas, abandonando-as à própria sorte. Diante disso, somos chamados a nos deixarmos envolver pela compaixão do Mestre com os necessitados e nos preocuparmos mais com as pessoas do que com barreiras discriminatórias.

O relato do Evangelho nos mostra a sensibilidade de Jesus para com os doentes. É atitude encontrada em muitos profissionais da saúde, que arriscam a própria vida para que o doente a recupere. Vemos também muitos ministros e servidores das comunidades que visitam os enfermos e se solidarizam com eles e suas famílias.

Pe. Nilo Luza, ssp 


O Domingo

É um periódico que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa e duas colunas, uma reflete sobre o evangelho do dia e a outra sobre temas relacionados à vida da Igreja.

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