24 de abril – 2º DOMINGO DA PÁSCOA | Paulus Editora

O Domingo
24 de abril – 2º DOMINGO DA PÁSCOA

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AO ENTARDECER DAQUELE DIA

O entardecer lembra o fim. É a hora do crepúsculo, quando a luminosidade dá lugar à penumbra e somos envolvidos pelo silêncio da noite. O Evangelho de hoje, aliás, começa com esta imagem: “ao entardecer daquele dia”. De fato, a atmosfera entre os discípulos era de desalento. Tudo parecia ter terminado na cruz. Por isso, estavam num local de portas fechadas. O medo e o desânimo preenchiam os espaços.

Ainda que tudo parecesse terminar, na verdade estava apenas começando. O primeiro dia da semana sinaliza o novo tempo que se inicia com a ressurreição de Jesus. É interessante notar que, embora as portas estivessem bem fechadas, o Ressuscitado entra e fica no meio deles. Já não há barreiras que o impedem de estar no centro da comunidade.

Os discípulos se alegram em ver o Senhor, e o medo é dissipado com a saudação de paz. A paz é o primeiro dom do Ressuscitado. Cabe a cada discípulo, agora, ser também portador desse dom.

Jesus soprou sobre eles o Espírito Santo. O sopro divino recorda o dia da criação. Em Jesus, o Pai plenifica a criação com o vínculo perfeito do amor, que é o Espírito. A comunidade que recebe a brisa do vento sagrado jamais se deixa paralisar ou acomodar.

Os que viram o Senhor têm o encargo de comunicar a alegria do encontro. Nós, pela fé recebida dos apóstolos, vemos o Senhor mediante o olhar da fé. À semelhança de Tomé, por vezes duvidamos. Tomé, no entanto, ensina-nos a professar, com todo o nosso ser, a fé naquele que venceu a morte: “Meu Senhor e meu Deus!”

A liturgia deste domingo, portanto, garante-nos que, apesar das situações de medo, insegurança, fome, desemprego…, a comunidade cristã é chamada a dar autêntico testemunho da esperança, com palavras e gestos. O Ressuscitado desperte nossa coragem e seja nossa força e alegria no caminho.

Pe. Antonio Iraildo Alves de Brito, ssp


O Domingo

É um periódico que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa e duas colunas, uma reflete sobre o evangelho do dia e a outra sobre temas relacionados à vida da Igreja.

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