10 de Janeiro – Batismo do Senhor | Paulus Editora

O Domingo
10 de Janeiro – Batismo do Senhor

FIDELIDADE AO AMOR DO PAI

Na festa do Batismo do Senhor, o Evangelho (Mc 1,7-11) acentua que o batismo é símbolo de morte do passado de pecado. João Batista prega um batismo de conversão, para que haja completa mudança no modo de ver e viver. O evangelista ressalta que, também para o Filho de Deus, o batismo é sinal de morte – não do passado (por ele não ter pecado), mas como prefiguração do futuro (cf. Lc 12,50). Para o Evangelho, batismo e morte estão intrinsecamente unidos em Jesus. Com seu batismo, ele testemunha plena fidelidade ao Pai, fazendo que o bem da humanidade esteja sempre em primeiro lugar.

Ao sair da água, após ser batizado por João, Jesus “viu o céu rasgar-se” (v. 10a). Tal expressão retorna em Mc 15,38: “a cortina do templo rasgou-se de alto a baixo”. Em seguida, “Jesus viu o Espírito, como pomba, descer do céu” (v. 10b). Nessa imagem, o evangelista quer exprimir que, “assim como a pomba está ligada ao seu ninho, assim Jesus está ligado ao Espírito” (A. Maggi). Instala-se no Filho a totalidade do amor do Pai, que nele atuará para livrar as pessoas do mal.

A seguir, “do céu vem uma voz” (v. 11a). Trata-se de manifestação idêntica à que ocorre na cruz: “Jesus lançou um forte grito e entregou o Espírito” (Mc 15,37). Não “voz” frágil de um moribundo, mas forte “grito” de alguém que, com seu grande amor, derrotou a morte (pecado). Aquele mesmo Espírito recebido em plenitude no batismo, o Senhor o entrega aos que o aceitam como modelo de vida.

No batismo, segue-se a proclamação de Deus: “Tu és o meu Filho amado” (v. 11b). O mesmo ocorre na crucificação, quando, inesperadamente, tal profissão é realizada por um pagão romano: “Verdadeiramente, este homem era o Filho de Deus” (Mc 15,39).

O batismo de Jesus expressa sua aceitação de ser fiel testemunha do amor do Pai. Esse amor é tão grande, que Jesus chega a ponto de doar-se inteiramente, até a morte (cf. Fl 2,7-11), dispondo-se a ir generosamente ao encontro dos seres humanos em suas necessidades e mantendo-se fiel até o fim. Cabe agora a nós responder a esse amor, numa vida nova (cf. Rm 6,4).

Pe. Darci Luiz Marin, ssp


O Domingo

É um periódico que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa e duas colunas, uma reflete sobre o evangelho do dia e a outra sobre temas relacionados à vida da Igreja.

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