PAZ AOS CORAÇÕES
Iniciamos o novo ano sob o olhar materno de Maria, que a liturgia celebra com o título de Mãe de Deus. Diante dos desafios do tempo presente, o olhar de Maria nos incentiva a buscar caminhos de remoção de atitudes excludentes – alimentadas por discursos agressivos, especialmente nas redes sociais –, cuidando uns dos outros e da criação.
A paz anunciada neste primeiro dia do novo ano convoca-nos para partilhar com mansidão a esperança que está em nosso coração (cf. 1Pd 3,15-16). Cada um de nós é chamado a promover harmonia à sua volta. A condição de cristãos nos impulsiona a empregar “palavras desarmadas e desarmantes, humildes e perseverantes”, sendo construtores de pontes e promotores do diálogo.
Paz é não apenas ausência de guerra, mas também realidade criada com base em escolhas que propiciam a boa convivência. Nas palavras do papa Leão XIV: “Quando tratamos a paz como um ideal distante, acabamos por não considerar escandaloso que ela possa ser negada e que até mesmo se faça guerra para alcançá-la. Se a paz não for uma realidade experimentada, guardada e cultivada, a agressividade espalha-se, tanto na vida doméstica quanto na vida pública”. O Evangelho lança luzes para quem decide percorrer novo caminho, abrindo mão das “espiritualidades do combate” – que se servem de palavras e imagens agressivas – e aderindo aos valores da mansidão e da paz.
Os pastores, apressados, foram ao encontro de Maria, de José e do menino, anunciando o que os anjos haviam dito: o recém-nascido é o Salvador! Assim como os simples e humildes pastores receberam primeiro a Boa Notícia (Evangelho), também foram os primeiros a anunciar a chegada do Salvador. Sejam de inspiração para nós, diante dos desafios que se nos apresentam.
Que a Rainha da Paz, a Mãe de Deus, nos ajude a ser construtores de paz. Sob seu olhar materno, tenhamos a disposição de percorrer um caminho mais sintonizado com o Evangelho de Jesus, no percurso de tempo que hoje se inicia!
Pe. Darci Luiz Marin, ssp

É um periódico que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa e duas colunas, uma reflete sobre o evangelho do dia e a outra sobre temas relacionados à vida da Igreja.
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