TODOS OS FIÉIS DEFUNTOS
(roxo ou preto, prefácio dos mortos – ofício próprio)
A liturgia de Todos os Fiéis Defuntos reaviva em nós a memória dos que já partiram para a casa do Pai e a esperança que nos faz olhar para a frente. Em comunhão com Cristo e com a Igreja, reunimo-nos para rezar pelos falecidos e fortalecer nosso compromisso com a vida. Conscientes da fragilidade de nossa existência, somos hoje recordados da importância da vigilância e confortados pela certeza da ressurreição, dom do amor de Deus por nós.
Leitura do livro de Jó – 1Jó tomou a palavra e disse: 23“Gostaria que minhas palavras fossem escritas e gravadas numa inscrição 24com ponteiro de ferro e com chumbo, cravadas na rocha para sempre! 25Eu sei que o meu redentor está vivo e que, por último, se levantará sobre o pó; 26e depois que tiverem destruído esta minha pele, na minha carne verei a Deus. 27aEu mesmo o verei, meus olhos o contemplarão, e não os olhos de outros”. – Palavra do Senhor.
O Senhor é o pastor que me conduz, / não me falta coisa alguma.
1. O Senhor é o pastor que me conduz; / não me falta coisa alguma. / Pelos prados e campinas verdejantes / ele me leva a descansar.
2. Para as águas repousantes me encaminha / e restaura as minhas forças. / Ele me guia no caminho mais seguro, / pela honra do seu nome.
3. Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, / nenhum mal eu temerei. / Estais comigo com bastão e com cajado, / eles me dão a segurança!
4. Preparais à minha frente uma mesa, / bem à vista do inimigo; / com óleo vós ungis minha cabeça, / e o meu cálice transborda.
5. Felicidade e todo bem hão de seguir-me / por toda a minha vida; / e na casa do Senhor habitarei / pelos tempos infinitos.
[A forma breve está entre colchetes.]
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios. – [Irmãos, 20Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram. 21Com efeito, por um homem veio a morte e é também por um homem que vem a ressurreição dos mortos. 22Como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos reviverão. 23Porém, cada qual segundo uma ordem determinada: em primeiro lugar, Cristo, como primícias; depois, os que pertencem a Cristo, por ocasião da sua vinda.] 24aA seguir, será o fim, quando ele entregar a realeza a Deus Pai. 25Pois é preciso que ele reine até que todos os seus inimigos estejam debaixo de seus pés. 26O último inimigo a ser destruído é a morte. 27Com efeito, “Deus pôs tudo debaixo de seus pés”. Mas, quando ele disser: “Tudo está submetido”, é claro que estará excluído dessa submissão aquele que submeteu tudo a Cristo. 28E, quando todas as coisas estiverem submetidas a ele, então o próprio Filho se submeterá àquele que lhe submeteu todas as coisas, para que Deus seja tudo em todos. – Palavra do Senhor.
Aleluia, aleluia, aleluia.
É esta a vontade de quem me enviou: / que eu não perca nenhum dos que ele me deu, mas que eu os ressuscite no último dia.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 35“Que vossos rins estejam cingidos e as lâmpadas acesas. 36Sede como homens que estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento, para lhe abrirem, imediatamente, a porta, logo que ele chegar e bater. 37Felizes os empregados que o senhor encontrar acordados quando chegar. Em verdade eu vos digo: ele mesmo vai cingir-se, fazê-los sentar-se à mesa e, passando, os servirá. 38E caso ele chegue à meia-noite ou às três da madrugada, felizes serão se assim os encontrar! 39Mas ficai certos: se o dono da casa soubesse a hora em que o ladrão iria chegar, não deixaria que arrombasse a sua casa. 40Vós também, ficai preparados! Porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que menos o esperardes”. – Palavra da salvação.
Pistas para reflexão
Eis uma bonita expressão de fé da parte de Jó: “Eu sei que meu Redentor está vivo e eu mesmo o verei”. O desejo de Jó é o desejo de todos nós: um dia contemplar a Deus face a face. Aos falecidos já é concedido viver essa realidade. A ressurreição de Cristo marca o início de uma nova história, com o surgimento de uma nova humanidade. Adão simboliza o pecado e a morte, Cristo realizou a graça e a vida. Neste dia de Finados, o apelo do Evangelho é à vigilância. Estar com os rins cingidos e as lâmpadas acesas traduz a disposição de não esmorecer no cotidiano da vida, mas estarmos sempre atentos aos desejos de Deus. Seremos felizes se o Senhor nos encontrar vigilantes quando chegar.
Dia de Finados: Celebrar os falecidos é boa ocasião para refletir sobre a vida, sua brevidade e imprevisibilidade. Podemos nos perguntar: por que tanta ambição, tanta intolerância, tanto ódio, se tudo isso não serve para prolongar a vida? Os poucos anos que vivemos são oportunidade para vivermos sempre melhor. O que semearmos aqui poderemos colher no além. A vida eterna começa nesta vida. A flor que depositamos no túmulo é nosso gesto de gratidão pela pessoa que já partiu para a eternidade.
liturgia Diária Paulus - Reflexão do dia 02/11/2026
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