O PODER DO AMOR
Há quem pense que o poder se refere somente à força, à dominação e à possibilidade de mandar e desmandar. Sim, há o poder da força. Contudo, há também o poder do amor.
O poder da força está aí, não há como negá-lo! Desde que a humanidade existe, esse poder ergueu castelos, templos, torres, pirâmides, catedrais, mesquitas, mosteiros, reinos; interveio na terra, no mar e no ar; explorou povos, dizimou outros. Pelo poder da força já se guerreou tanto. Pelo poder da força já se matou tanto. Esse tanto, somado ao pranto, deixa ainda hoje a ferida aberta e o sangue que não se estanca.
Pelo poder da força, imortalizam-se os nomes daqueles que mandam. Esses nomes estão em obras monumentais, ruas, praças, viadutos, rodovias e nos livros da história oficial.
Por outro lado, o que pensar da força humana dos anônimos, daqueles trabalhadores que derramaram suor e sangue, nas noites e nos dias do tempo, erguendo edifícios e fachadas? Onde estão seus nomes e memórias? Estariam nas chamas calmas dos castiçais silenciosos das igrejas? Ou somente na memória e no tecido da sabedoria popular, que teima em contar e recontar os feitos dos homens e mulheres simples?
O poder da força geralmente corrompe. Por ele, rompem-se amizades, fazem-se conchavos e o que conta é a conta, é o bolso, o luxo, a ostentação.
Isso tudo é também tentação para os seguidores de Jesus. Ninguém está imune à força do poder. Daí o Mestre se apresentar aos apóstolos não com o poder da força, mas com o poder do amor. É este o poder conferido a Pedro no Evangelho. Reconhecer Jesus Cristo como Senhor é não se conformar à força do poder que domina e exclui.
A força do amor é bem diferente do poder da força. O poder do amor tem seu ápice na cruz. Ali reside o segredo do mistério da força do amor. Cabe à comunidade cristã ser sinal autêntico, alternativa para um novo mundo, baseado em valores humanizadores que nos ajudem a experimentar o céu desde agora.
Pe. Antonio Iraildo Alves de Brito, ssp

É um periódico que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa e duas colunas, uma reflete sobre o evangelho do dia e a outra sobre temas relacionados à vida da Igreja.
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