Dia 21 – 25° DOMINGO COMUM | Paulus Editora

O Domingo – Palavra
Dia 21 – 25° DOMINGO COMUM

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A EMERGÊNCIA DA BONDADE

Conta-se que, certa vez, irmã Dulce foi pedir ajuda a um homem muito rico de Salvador, na Bahia. A ajuda era para socorrer a multidão de pobres que sempre acorria à religiosa em busca de alívio para as suas necessidades. A freira, ao fazer o pedido, teria recebido do rico avarento uma cusparada na mão que lhe havia estendido. Diante da humilhação, Dulce estendeu a outra mão e disse: “Tudo bem, a cusparada é para mim; e a ajuda para meus pobres?” Nisso o rico ficou vermelho de vergonha, frente a frente com a bondade. Abriu o coração e, com os olhos rasos d’água, abriu-se também à generosidade.

A bondade desarma a arrogância. Desarma toda forma de orgulho, de prepotência. Jesus é o exemplo da pura bondade. Por onde passou, fez o bem a todos. Tirou da lama, do fundo do poço, quem mais padecia. No evangelho de hoje (Mt 20,1-16) ele garante que todos têm o direito de sentir-se em casa no mundo. Todos! Sobretudo os que foram obrigados a ser os últimos, os desocupados, por não terem oportunidade de trabalho digno.

O evangelho deixa claro que a matemática de Deus é baseada no amor, e não num esquema de trocas. Ele é justo. Tal qual uma mãe, ama os filhos na mesma medida. No entanto, dispensa cuidados especiais aos filhos mais debilitados, em situação de perigo, de risco. No reino dele não há quem seja mais importante. O amor não divide, não faz acepção de pessoas. O amor une os dons. O amor salva!

Ocorre que sempre há o risco de, nas comunidades, alguém se considerar dono ou merecedor de privilégio, querendo para si mais do que é seu de direito. Porém, na comunidade cristã deve ser diferente: “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, a não ser o amor recíproco, porque aquele que ama o seu próximo cumpriu toda a lei” (Rm 13,8). O amor seja sempre antes de qualquer coisa e expresso nos instantes comuns. É assim que a vida pede de nós todos os dias.

Não se trata de um amor apenas de palavras bonitas. Trata-se de atitudes. O amor não é uma obrigação. Não se ama esperando algo em troca. O amor cristão é pura gratuidade. Daí o outro nome do amor, que é o bem. Quem ama quer bem aos outros e faz que o bem prevaleça num mundo que geralmente semeia o mal.

A emergência da bondade suaviza o sofrimento no mundo. Querer o bem do outro é semear o reino de Jesus. Querer bem não faz mal a ninguém. O bem salva.

Pe. Antonio Iraildo Alves de Brito, ssp


O Domingo – Palavra

O objetivo deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir às comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. Ele contém as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do Hinário litúrgico da CNBB e um artigo que trata da liturgia do dia ou de algum acontecimento eclesial.

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