12 de outubro – NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA | Paulus Editora

O Domingo – Palavra
12 de outubro – NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA

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 DIZER NOSSA SENHORA APARECIDA

Dizer Nossa Senhora Aparecida já é uma prece, uma reza que brota do chão da vida. É uma oração de confiança, de consolo, de esperança. Quando a boca diz “Nossa Senhora Aparecida”, o coração do povo é confiança segura: a graça de Deus é a sua maior riqueza. A segurança não está nas posses, no acúmulo de dinheiro, na compra do carro do ano, na mansão de muitos cômodos e, por vezes, vazia de amor. Bem diz a sabedoria popular: “Sou rico das graças de Deus”.

Dizer “Nossa Senhora Aparecida” é sentir na própria vida o consolo da presença de Deus. Trata-se de consolo nascido do encontro íntimo do divino com o humano. Esse encontro não é mera divagação de ideias. É encontro com uma pessoa de verdade, de carne e osso, viva! Em Jesus Deus se inclina, rebaixa-se para ficar perto de nós. Dizer “Nossa Senhora Aparecida” é experimentar a presença de Jesus na realidade do mundo e na história de cada pessoa.

Dizer “Nossa Senhora Aparecida” é afirmar que somos o povo da esperança. Uma esperança capaz de sonhar junto, de caminhar junto e ver o sonho nascer lindamente e transformar-se em realidade. Tão lindo como o sol de um novo dia que desponta ou como a lua em suas fases, sobretudo quando fica cheia e aparece esplendorosa no céu, toda bela e gratuita. A esperança sempre teima e, ainda que haja medo no caminho, ela insiste, por isso vence. O povo cristão nunca perde a esperança.

Dizer “Nossa Senhora Aparecida” é reunir a confiança, o consolo e a esperança numa única palavra: amor. Aquele mesmo amor que move o coração da mãe de Jesus. Amor principalmente pelos que nunca são amados, os mais pobres e marginalizados, que têm no próprio corpo as marcas da crucificação. Dizer “Nossa Senhora Aparecida” é combater todo tipo de ódio. Nada de alimentar rancor, nem daqueles que nos causam algum mal. Dizer “Nossa Senhora Aparecida” é discordar dos que criminalizam os pobres, falam mal da música, da dança, da fala dos humildes. Dizer “Nossa Senhora Aparecida” é gritar contra todo preconceito, seja político, cultural, étnico, sexual. Nenhum preconceito. Nenhum!

Dizer “Nossa Senhora Aparecida” é não achar normal a morte estampada no jornal, humanos jogados nas calçadas, lágrimas de mãe que perdem os filhos para as drogas. Dizer “Nossa Senhora Aparecida” é não fazer dos pobres apenas estatística, número frio, vidas baratas. Dizer “Nossa Senhora Aparecida” é o grito dos sofredores: Somos humanos, dignos, temos sonhos, nossa vida é preciosa como a sua.

Pe. Antonio Iraildo Alves de Brito, ssp


O Domingo – Palavra

O objetivo deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir às comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. Ele contém as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do Hinário litúrgico da CNBB e um artigo que trata da liturgia do dia ou de algum acontecimento eclesial.

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