34ª SEMANA DO TEMPO COMUM
(verde – ofício do dia)
É de paz que o Senhor vai falar a seu povo e seus fiéis, e aos que a ele se converterem (Sl 84,9).
O cântico dos remidos pelo sangue do Cordeiro é a sinfonia dos que foram fiéis ao Senhor e são reconhecidos pela caridade. Diante do altar, ofertemos ao Senhor nossa vida inteira, como sinal de entrega à sua vontade!
Leitura do livro do Apocalipse de São João – Eu, João, 1tive esta visão: o Cordeiro estava de pé sobre o monte Sião. Com ele, os cento e quarenta e quatro mil que tinham a fronte marcada com o nome dele e o nome do seu Pai. 2Ouvi uma voz que vinha do céu; parecia o barulho de águas torrenciais e o estrondo de um forte trovão. O ruído que ouvi era como o som de músicos tocando harpa. 3Estavam diante do trono, diante dos quatro seres vivos e dos anciãos, e cantavam um cântico novo. Era um cântico que ninguém podia aprender; só os cento e quarenta e quatro mil marcados, que foram resgatados da terra. 4Eles seguem o Cordeiro aonde quer que vá. Foram resgatados do meio dos homens, como primeira oferta a Deus e ao Cordeiro. 5Na sua boca nunca foi encontrada mentira. São íntegros! – Palavra do Senhor.
É assim a geração dos que buscam vossa face, / ó Senhor, Deus de Israel.
1. Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra, / o mundo inteiro com os seres que o povoam; / porque ele a tornou firme sobre os mares / e, sobre as águas, a mantém inabalável. – R.
2. “Quem subirá até o monte do Senhor, / quem ficará em sua santa habitação?” / “Quem tem mãos puras e inocente coração, / quem não dirige sua mente para o crime. – R.
3. Sobre este desce a bênção do Senhor / e a recompensa de seu Deus e salvador.” / “É assim a geração dos que o procuram / e do Deus de Israel buscam a face.” – R.
Aleluia, aleluia, aleluia.
Vigiai, diz Jesus, vigiai, / pois, no dia em que não esperais, o vosso Senhor há de vir (Mt 24,42.44). – R.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 1Jesus ergueu os olhos e viu pessoas ricas depositando ofertas no tesouro do templo. 2Viu também uma pobre viúva que depositou duas pequenas moedas. 3Diante disso, ele disse: “Em verdade vos digo que essa pobre viúva ofertou mais do que todos. 4Pois todos eles depositaram, como oferta feita a Deus, aquilo que lhes sobrava. Mas a viúva, na sua pobreza, ofertou tudo quanto tinha para viver”. – Palavra da salvação.
Encontramos no Evangelho de hoje um ensinamento de enorme atualidade, seja pelo grande abismo que ainda nos nossos dias continua a separar os ricos dos pobres, seja pelo sentido da oferta, ou dízimo, obrigação de todo católico comprometido. O dízimo, referência frequente na Bíblia como a doação da décima parte de tudo o que a pessoa recebe, é visto por muitos católicos com certo preconceito, mesmo sendo, na maioria das paróquias, um valor fixo irrisório. A questão de fundo é que perdemos o sentido de pertença à comunidade, e por isso muitos sentem como um “peso” ter que contribuir com a sua manutenção. Já não conseguimos ver o dízimo como sinal de gratidão e partilha consciente e responsável, como uma devolução generosa e caridosa por todas as graças que recebemos de Deus, através da sua Igreja. Por isso, é fundamental o desenvolvimento da pastoral do dízimo, com atividades de formação e conscientização dos fiéis para a importância e significado dessa oferta generosa, que não deve ser o que “temos de sobra”, mas o que o nosso coração indicar.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
É um subsídio mensal que contempla toda a caminhada litúrgica de cada mês. Apresenta ao leitor algumas opções de orações eucarísticas, um breve comentário dos santos e das leituras de cada dia, uma variada opção de cantos, além de trazer, a cada domingo, uma opção de círculo bíblico.
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