Dica de leitura: Dia Nacional da Adoção | Paulus Editora

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25/05/2021

Dica de leitura: Dia Nacional da Adoção

Por Imprensa

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Nesta terça-feira (25), o Brasil celebra o Dia Nacional da Adoção. A data é um convite à conscientização e à reflexão sobre a importância da adoção. Para muitas pessoas,  adotar um filho ou filha é um ato de amor e coragem. Os pais adotivos se tornam responsáveis por uma vida, uma história e, sobretudo, por um ser humano repleto de complexidades, sentimentos e percepções.  Além de garantir o direito da família, quem adota uma criança ou adolescente acolhe também um novo significado de viver e amar.

A data do dia 25 de maio foi oficializada em 2002, em homenagem ao I Encontro Nacional de Associações e Grupos à Adoção, ocorrido em maio de 1996. Após essa iniciativa, inúmeras campanhas e ações são realizadas para quebrar alguns preconceitos e incentivar a adoção. No Brasil, a adoção é regulada pelo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê o direito da convivência familiar e comunitária com dignidade às crianças e adolescentes.

De acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no país cerca de 5 mil crianças e adolescentes esperam para serem adotadas, apesar de haver mais de 32 mil pretendentes à adoção. Segundo o CNJ, a conta não fecha, porque a maior parte das crianças têm mais de sete anos, enquanto muitos pais estão na fila para a adoção de crianças mais novas.

Para refletir  sobre a data, a PAULUS recomenda a obra “Ioiô”, escrita pela autora Belise Mofeoli. O livro infantojuvenil narra o cotidiano de garotos órfãos e histórias de pais que adotam, mas depois devolvem as crianças. Confira!

Ioiô – Belise Mofeoli

 

Disseram que agora eu encontrei uma família. Pai e mãe. E um irmão. Disseram. Mas será mesmo? Dos sete anos que moro no orfanato, já vi um bando de gente entrando e saindo. E uns até voltando. No começo eu achava estranho, agora acostumei. Tá… não acostumei, e ainda acho estranho. Mas se repete. Os pais vêm, escolhem, gostam, depois se não gostam mais, devolvem. Tipo mercadoria. Só que gente não é brinquedo. Não dá pra ficar fazendo ioiô delas. Ioiô é de plástico e não tem coração. Órfãos têm. Geralmente, partidos. Saiba mais!