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Igreja e Sociedade

13/02/2026

Democratizar a leitura é cuidar do futuro

Por Jenniffer Silva

“É preciso que a leitura seja um ato de amor.” A partir dessa afirmação de Paulo Freire, é possível refletir sobre o impacto da doação de livros na democratização da leitura. O livro é, muitas vezes, a porta de entrada para um mundo novo e, não raras vezes, para uma nova perspectiva de vida.

Embora a leitura seja um dos caminhos mais eficazes para a formação crítica, cultural e cidadã, o acesso a esse percurso ainda representa um desafio para milhares de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Encontrar a rota que leve ao livro continua sendo um obstáculo para quem vive em contextos marcados pela desigualdade.

Nesse cenário, a doação de livros se consolida como uma estratégia essencial para ampliar o acesso à leitura e contribuir para a redução das desigualdades educacionais no Brasil. O hábito de ler não nasce apenas do incentivo pedagógico, mas, sobretudo, da disponibilidade de obras que despertem interesse, identificação e engajamento dos leitores.

Como metodologia para ampliar esta reflexão, o Dia Internacional da Doação de Livros foi criado no Reino Unido em 2012 e, rapidamente, se consolidou como uma data global. 

Cada livro doado se transforma em uma oportunidade concreta de contato com o conhecimento, com diferentes realidades e com novas formas de compreender o mundo. Mais do que um objeto, o livro torna-se um mediador de descobertas, sonhos e possibilidades.

Por isso, a doação de livros não deve ser compreendida apenas como uma ação assistencial, mas como um investimento social de longo prazo, capaz de gerar impactos duradouros na formação de indivíduos e no fortalecimento das comunidades. Democratizar a leitura significa garantir que o livro chegue a todos, independentemente de classe social, região ou contexto econômico.

Por meio da PAULUS Social, milhares de livros são doados todos os anos para instituições sociais por meio do programa Direito e Cidadania. São livros que contam histórias, mas que também contribuem para a formação integral de cada criança e adolescente beneficiado.

Promover o acesso à leitura por meio da doação de livros é reafirmar a convicção de que o conhecimento deve ser um bem coletivo e que a leitura permanece como uma poderosa ferramenta de inclusão, cidadania e esperança.

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