Sinodalidade: tarefa de todos | Paulus Editora

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19/10/2021

Sinodalidade: tarefa de todos

Por Imprensa

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Ficha Técnica
Título: Sinodalidade: tarefa de todos
Autor (a): Dom Pedro Carlos Cipollini
Coleção: Palavras da Igreja
Acabamento: Brochura
Formato: 13.5 (larg) x 21 (alt)
Páginas: 112
Área de interesse: Pastoral

Um livro sobre escuta, unidade cristã e espaço para todos os membros da Igreja de Cristo

 “O caminho da sinodalidade é precisamente o caminho que Deus espera do terceiro milênio”. Papa Francisco (Discurso pelos 50 anos do Sínodo dos Bispos).

Publicado pela PAULUS Editora, o livro “Sinodalidade: tarefa de todos”, de Dom Pedro Carlos Cipollini, bispo de Santo André (SP), aborda uma questão de suma importância para a Igreja atual: a sinodalidade, definida como uma forma de comunhão eclesial e de caminho do povo de Deus na história, rumo ao futuro, baseado no “Sensus Fidei”, ou seja, no senso da fé, na consciência cristã concedida pelo Espírito Santo a todo cristão batizado para atuar em prol do bem comum da Igreja. Ao discorrer sobre a sinodalidade, o autor recorda que “Sínodo” significa caminhar juntos, para que a Igreja permaneça sempre fiel à sua missão, livre de clericalismo e acolhendo através da escuta, do diálogo a participação de todos os fiéis, corresponsáveis pela Igreja.

Nesse contexto, a presente obra apresenta reflexões cujo objetivo é fomentar uma renovação e o desenvolvimento da consciência sinodal, formas de expressão sinodais e processos sinodais, para que haja uma “Igreja da sinodalidade”, ou seja, uma Igreja em que todos tenham espaço, voz e caminhem juntos. Com efeito, o conteúdo proposto pelo autor pretende suscitar o debate em torno da sinodalidade presente na Igreja, já em preparação ao Sínodo convocado para o ano de 2023, cuja temática irá abordar a proposta de uma Igreja toda sinodal.

Dom Pedro Carlos Cipollini enfatiza que o tema da sinodalidade passou a ser discutido, sobretudo, após o Concílio Vaticano II, a partir da criação do Sínodo dos Bispos, em 1965, por São Paulo VI e graças ao magistério do Papa Francisco. No pontificado de Francisco, o assunto se tornou um tema recorrente que vem ganhando espaço na discussão teológica e pastoral da Igreja.

Dividido em quatro capítulos, o livro convida o leitor a ampliar os horizontes através dos temas: “A Igreja Sinodal do Papa Francisco”, “Fundamentação teológica da sinodalidade”, “Fundamentação histórica da sinodalidade” e “Tarefas e desafios”. Além dos temas centrais, este livro traz o discurso do Papa Francisco na Comemoração do cinquentenário da instituição do Sínodo dos Bispos, em 2015.

De acordo com a publicação, a sinodalidade exige desenvolver na Igreja a prática da escuta. Para o Cardeal Dom Cláudio Hummes, autor da apresentação do livro, a arte de escutar é mais do que ouvir. Segundo ele, todos devem ser escutados, sobretudo, as “periferias geográficas e existenciais”, pois ali estão as pessoas e comunidades que sempre tiveram pouca chance de serem escutadas.

Esta publicação destina-se a todos os agentes de pastorais, fiéis leigos, padres, bispos, diáconos, religiosas e religiosos, professores e estudantes de teologia, para todo o povo de Deus que deseja edificar a Igreja e colaborar para o bem comum em diferentes debates. Em suma, a sinodalidade defende que Igreja deve viver como Igreja que percorre uma jornada, na qual todos os batizados são chamados a fazer parte. Não há espectadores, não há públicos, mas sim protagonistas do Reino, uma Igreja atuante na realidade do mundo para além da sacristia.

Dom Pedro Carlos Cipollini nasceu em Caconde- SP, em 1952. Cursou Filosofia e Pedagogia (FAI-Ipiranga), Teologia na Faculdade Nossa Senhora da Assunção (PUC-SP) e doutorado em Teologia Sistemática na Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma).  Foi pároco em Campinas, em diversas paróquias, atuando em diferentes pastorais. Professor de eclesiologia e mariologia na PUC-Campinas durante 25 anos. Bispo de Amparo-SP, de 2010 a 2015, e de Santo André, desde 2015. Na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), ocupa o cargo de presidente da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé, em seu segundo mandato.