O peregrino russo – Três relatos inéditos | Paulus Editora

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08/01/2021

O peregrino russo – Três relatos inéditos

Por Imprensa

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Ficha Técnica
Título: O Peregrino Russo – Três relatos inéditos
Autor (a): Vv.Aa.
Acabamento: Brochura
Coleção: A oração dos pobres
Formato: 12 (larg) x 20 (alt)
Área de interesse: Espiritualidade

 

Obra completa a série de relatos anteriores do Peregrino Russo e convida a refletir a tradição popular oriental

O livro O Peregrino Russo — Três relatos históricos, recém-lançado pela PAULUS Editora, completa uma série de relatos anteriores de um dos clássicos mais conhecidos da vida espiritual cristã, a obra “Relatos de um peregrino Russo”, escrita por um russo anônimo do século XIX, que registrou em forma de relatos de viagem as lições fundamentais da espiritualidade do povo russo.

A presente obra é parte da coleção “A oração dos pobres” e contém a mesma doutrina da publicação anterior, na qual o autor revela as forças que alimentam a vida cristã da Rússia do século passado, uma vida cristã em plena renovação. Os relatos do peregrino russo exprimem os traços constantes da devoção russa, entre os quais estão: o sentido do mistério, a compaixão, a simplicidade do coração e a imitação da vida de Cristo. Nos relatos, se encontram a devoção popular e a tradição teológica oriental.

Nesta perspectiva, o lançamento “O Peregrino Russo – Três relatos históricos” apresenta aos leitores novos relatos que complementam os primeiros e acabam por finalizar a série do misterioso “peregrino”. De acordo com o prefácio de José Comblin, trata-se de relatos mais didáticos que os anteriores, mas que seguem a mesma doutrina. Segundo indícios, as narrações provêm da mesma pessoa, todavia, é provável que tenham sido revisados pelos monges do mosteiro Optino, instituição considerada o berço da primeira teologia russa e centro espiritual da Rússia do século XIX.

De acordo com Comblin, os relatos deste livro situam-se num nível de universalidade, permitindo que todos os povos se sintam chamados e tocados por ele. Em O Peregrino Russo — Três relatos históricos estão presentes: “A oração dos pobres”; o quinto relato, composto pelos episódios “O peregrino” e “Uma confissão que leva o homem interior à humildade”; o sexto relato, que traz as reflexões “O segredo da salvação revelado pela oração contínua” e “Sobre o poder da oração”; e, por fim, o sétimo relato, repleto de simplicidade.

Ainda no prefácio da obra, o teólogo José Comblin descreve um pouco o peregrino Russo. Segundo ele, o peregrino é um cristão ortodoxo russo desconhecido, provavelmente leigo. Os seus escritos foram revisados e sistematizados por monges, porém, sem perder a originalidade. Para Comblin, trata-se de uma obra que conseguiu exprimir com a mais alta simplicidade o que havia de mais profundo na alma russa e a maneira como suas orações se mantiveram fiéis às origens da Igreja. Os escritos do peregrino conectam o leitor com a vida russa dos anos de 1856 e 1861, depois da guerra da Crimeia e antes da abolição da escravidão. O autor descreve como era a vida cristã da sociedade dessa época, composta por nobres, camponeses, funcionários, professores, padres e membros de seitas.

As fontes do peregrino são, por um lado, a Bíblia e, por outro, uma coletânea de citações patrísticas, a chamada “Filocalia”, publicada nesta coleção. Segundo Comblin, através da Filocalia, o peregrino inspira-se em uma das tradições mais antigas do oriente cristão: o hesicasmo, tradição mística do Oriente, que pratica a oração do coração e ensina métodos da oração de Jesus. Esta obra é direcionada para padres, religiosos(as), leigos, agentes de pastorais e todos que desejam ter contato com as fontes autênticas da sabedoria oriental e com a oração de verdadeira libertação.