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01/12/2017

O Cristo Pantocrator: da origem às igrejas no Brasil, na obra de Cláudio Pastro

Por Imprensa

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Ficha Técnica
Título: O Cristo Pantocrator: da origem às igrejas no Brasil, na obra de Cláudio Pastro
Autora: Wilma Steagall De Tommaso
Acabamento: Brochura
Formato: 20.5 (larg) x 27.5 (alt)
Páginas: 296
Área de interesse: Liturgia

Livro apresenta a história da Igreja na arte

“A arte é a linguagem fundamental de todas as religiões, pois a arte é a linguagem universal dos homens.” Cláudio Pastro

Em O Cristo Pantocrator: da origem às igrejas no Brasil, na obra de Cláudio Pastro, a autora Wilma Steagall De Tommaso apresenta um estudo minucioso sobre a história da Igreja na arte: desde as origens da imagem cristã, passando pela arte das catacumbas até o século XXI. Além de apresentar a realidade sagrada ontológica dos ícones bizantinos, a autora traz um estudo das obras de um artista brasileiro contemporâneo, Cláudio Pastro.

Pastro, amplamente conhecido pelos seus inúmeros Pantocrators, é responsável por um tipo de arte muito pessoal e bem sedimentada na tradição iconográfica que valorizou o Cristo Pantocrator no Brasil e no mundo. Suas criações eram concebidas segundo a teologia, a estética e a estilística, próprias do Concílio Ecumênico Vaticano II.

O Pantocrator é o tipo iconográfico mais propagado e um dos mais significativos para a fé cristã, pois apresenta Jesus Cristo como Senhor Todo-Poderoso. Desde o princípio do cristianismo, fascina artistas e fiéis que o contemplam. Cristo é o Pantocrator porque é o Senhor de tudo, nele e por Ele tudo foi criado. Assim entenderam, desde a Igreja nascente, os teólogos que se tornaram os Pais da Igreja. Portanto, o Pantocrator é uma experiência profunda do Logos encarnado.

De fácil leitura e construído com rigor científico, precisão teológico-histórica e fluência descritiva, o livro está dividido em cinco capítulos. A primeira parte fala sobre a gênese da arte cristã: a origem das imagens e a imagem no judaísmo, na Grécia, no Império Romano e no Egito. Traz uma abordagem sobre os primeiros cristãos e a imagem, a arte das catacumbas, a época de Constantino, entre outros. No segundo capítulo, “A arte românica”, a autora discorre sobre Gregório Magno, sobre o renascimento carolíngio, sobre a figura do monstro etc.

No capítulo terceiro, “O Pantocrator”, faz-se um aprofundamento sobre a encarnação e representação de Deus, o Senhor do universo. A autora também mostra um estudo referente à passagem da arte imperial para a arte cristã e outros tópicos relacionados ao tema. A quarta parte fala sobre a contrarreforma católica em resposta ao Concílio Vaticano II. No último capítulo, Wilma explora a vida e obra de Cláudio Pastro. “Considerado o maior artista sacro do Brasil e um dos maiores do mundo, Pastro, em 1998, a convite de Dom Cipriano Calderón, da Pontifícia Comissão Pró-América Latina, realizou a obra Cristo Evangelizador, um Pantocrator em incisão sobre metal que foi o símbolo do Advento do Terceiro Milênio, um evento de proporção mundial, ocorrido no pontificado de João Paulo II. Hoje, a imagem está no Vaticano.”

Segundo a autora, o livro é destinado a todas as pessoas que gostam de arte e se encantam com o que é belo, e também àqueles que querem entender porque a Igreja permite imagens e qual é a história (da permissão) da imagem do Deus cristão na Igreja.

Wilma Steagall De Tommaso é doutora em Ciências da Religião pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Membro-pesquisadora da Sociedade Brasileira de Teologia e Ciências da Religião (SOTER). Participa do Núcleo de Estudos em Mística e Santidade da PUC-SP (NEMES/PUC-SP), coordenado pelo Prof. Dr. Luiz Felipe Pondé. Professora convidada da PUC-SP/COGEAE. Professora do Museu de Arte Sacra de São Paulo. Palestrante e escritora especializada em Arte Sacra. Capítulos publicados em livros: “A arte mural nas catacumbas cristãs” e “Arte sacra no oriente: estilo bizantino”.