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05/03/2020

Exortação apostólica pós-sinodal: Querida Amazônia.

Por Imprensa

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Ficha Técnica

Título: Exortação Apostólica Pós-Sinodal – Querida Amazônia
Autor (a): Papa Francisco
Acabamento: Brochura
Coleção: Magistério
Formato: 13.5 (larg) x 21 (alt)
Área de interesse: Documentos da Igreja

“Mãe, olhai para os pobres da Amazônia, porque o seu lar está a ser destruído por interesses mesquinhos […] Tocais a sensibilidade dos poderosos porque, apesar de sentirmos que já é tarde, Vós nos chamais a salvar o que ainda vive”.

O Sínodo para a Amazônia, realizado em Roma, de 6 a 27 de outubro de 2019, resultou na exortação pós-sinodal sobre a Amazônia publicada oficialmente no dia 12 de fevereiro, o documento é um norte para novos caminhos de evangelização e cuidados do meio ambiente e dos pobres.

No documento, Papa Francisco destaca que ouviu as intervenções ao longo do Sínodo e leu, com interesse, as contribuições dos círculos menores: “Com esta exortação, quero expressar as ressonâncias que provocou em mim este percurso de diálogo e discernimento. Aqui, não vou desenvolver todas as questões amplamente tratadas no Documento conclusivo; não pretendo substitui-lo nem repeti-lo. Desejo apenas oferecer um breve quadro de reflexão que encarne na realidade amazônica uma síntese de algumas grandes preocupações já manifestadas por mim em documentos anteriores, que ajude e oriente para uma reação harmoniosa, criativa e frutuosa de todo o caminho sinodal […] Ao mesmo tempo, quero apresentar de maneira oficial o citado Documento, que nos oferece as conclusões do Sínodo e no qual colaboram muitas pessoas que conhecem melhor do que eu e do que a Cúria Romana a problemática da Amazônia, porque vivem lá, por ela sofrem e a amam apaixonadamente”, diz o pontífice.

O Papa destaca que a Amazônia é um todo plurinacional interligado, um grande bioma partilhado por nove países: Brasil, Bolívia, Equador, Colômbia, Guiana, Peru, Suriname, Venezuela e Guiana Francesa. Todavia, ele dirige essa Exortação ao mundo inteiro, afinal algumas questões podem servir de inspiração para outras regiões da terra enfrentar os seus próprios desafios.

O documento se divide em quatro capítulos e uma conclusão, onde o Papa Francisco destaca os quatro grandes sonhos que a Amazônia o inspirou:

Um sonho social: “Sonho com uma Amazônia que lute pelos direitos dos mais pobres, dos povos nativos, dos últimos, de modo que a sua voz, seja ouvida e sua dignidade promovida”. Aqui também há o desdobramento sobre injustiça e crime; indignar-se e pedir perdão; sentido comunitário; instituições degradadas e diálogo social.

Um Sonho Cultural: “Sonho com uma Amazônia que preserve a riqueza cultural que a caracteriza e na qual brilha de maneira tão variada a beleza humana”. Neste capítulo a exortação traz o políedro amazônico; cuidar das raízes; encontro intercultural e também culturas ameaçadas, povos em risco.

Um sonho ecológico: “Sonho com uma Amazônia que guarde zelosamente a sedutora beleza natural que a adorna, a vida transbordante que enche os seus rios e as suas florestas”. Esse sonho feito de água; O grito da Amazônia; A profecia da contemplação e Educação e hábitos ecológicos são os itens abordados.

E por último, um sonho eclesial: Sonho com comunidades cristãs capazes de se devotar e encanar de tal modo na Amazônia, que deem à Igreja rostos novos com traços amazônicos. Um capítulo dedicado a inculturação da Amazônia; Pontos de partida para uma santidade Amazônica; Comunidade cheias de vida; a força e o dom das mulheres; Ampliar horizontes para além dos conflitos e a Convivência ecumênica e inter-religiosa.