A “cura” da casa comum: ano especial da Laudato Si’ e os desafios a partir do Sínodo para a Amazônia | Paulus Editora

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26/10/2021

A “cura” da casa comum: ano especial da Laudato Si’ e os desafios a partir do Sínodo para a Amazônia

Por Imprensa

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Ficha Técnica
Título: A “cura” da casa comum – ano especial da Laudato Si’ e os desafios a partir do Sínodo para a Amazônia
Orgs: Elizeu da Conceição/ José Aguiar Nobre
Acabamento: Brochura
Formato: 13.5 (alt) x 21 (alt)
Páginas: 286
Área de interesse: Pastoral

Um texto relevante e atual sobre o cuidado do planeta Terra e suas perspectivas futuras

A PAULUS Editora, em parceria Editora PUC – SP (educ) e o Plano de incentivo à Pesquisa (PIPEq), apresenta a obra A “cura” da casa comum: ano especial da Laudato Si’ e os desafios a partir do Sínodo para a Amazônia, organizado por Elizeu da Conceição e José Aguiar. Este livro traz reflexões de diversos estudiosos à luz da encíclica Laudato Si’: sobre o cuidado da casa comum, publicado em 2015 pelo Papa Francisco. A presente edição, construída por diversas mãos, norteia-se pelo pensamento central da Laudato Si’ e se propõe a contextualizar e seguir com o sonho do Santo Padre Francisco que defende o cuidado com o planeta Terra e convoca toda a humanidade para uma “conversão ecológica”.

Dividida em três partes, sendo que cada uma delas é composta por três capítulos, a obra oferece ao leitor uma diversidade de perspectivas de pensadores que estudam e opinam sobre questões consideradas urgentes e que não podem ser negligenciadas. A primeira parte do livro, intitulada “A exploração dos recursos naturais como causa de tragédias planetárias”, busca trazer uma visão diagnóstica, ressaltando a exploração irresponsável dos recursos naturais do meio ambiente como causa das tragédias planetárias. Assim, a reflexão inicia-se com as considerações das doutoras Gisele Farias e Solange Cravo Bettini sobre “Nutrição e medicina: agrotóxico, riscos e cuidados”.

O segundo capítulo, escrito pelo professor Marcos Muller Portugal, refere-se às questões políticas e ético-ambientais, com o tema “O anel de Giges e as superpotências: ética ambiental e Realpolitik no interesse pelos recursos naturais Sul-Americanos”. No terceiro capítulo, o psicólogo e filósofo Giovani Meinhardt fala sobre “Uma época viral”, ou seja, Meinhardt examina o diálogo e a qualidade das relações que os seres humanos de hoje estabelecem com a natureza.

Na segunda parte do livro, os organizadores chamam a atenção para “O paradigma da cura da casa comum”. No quarto capítulo, o tema “O saber cuidar entre ortodoxia e ortopraxia, em fragmentos de Gregório de Nissa”, escrito pelo professor Rodrigo Vilela, aborda a questão do cuidado com a criação fundamentando-se no pensamento de Francisco, entre outros teólogos e místicos da antiguidade. Já no quinto capítulo, o teólogo Danilo Vieira dialoga sobre “O mal e a liberdade: do alerta de Agostinho ao hoje”. Em busca de respostas, Vieira revisita a obra agostiniana. No sexto capítulo, o professor Dayvid da Silva finaliza a segunda parte, explorando “A parábola do bom Samaritano numa perspectiva ecológica integral”. O texto possibilita ao leitor um alargamento do conceito de cuidado, bem como da vocação e do lugar do ser humano na criação.

Para terminar, a terceira parte deste livro dedica-se em identificar uma nova cosmologia a partir do magistério eclesial, sobretudo a partir do Concílio Vaticano II, da Laudato Si’ e do Sínodo dos Bispos para a Amazônia. No sétimo capítulo, Felipe Cosme Sobrinho explica o “Concílio Vaticano II: Aggioramento, diálogo e cuidado pela a vida na América Latina”. O oitavo capítulo, denominado “Laudato Si’: reflexões e interações”, redigido por José Aguiar Nobre, deseja ser um elo entre todos os capítulos da obra, com incentivo à leitura da encíclica. Finalizando as reflexões, no nono capítulo, Elizeu da Conceição discorre sobre “O sínodo da Amazônia e a ética do cuidado: a Amazônia clama por uma resposta concreta e reconciliadora”, este último texto possibilita um olhar com atitudes de cuidados. As considerações finais são realizadas pelos organizadores Elizeu da Conceição e José Aguiar Nobre.  O posfácio traz as contribuições da professora Joana T. Puntel.

Em suma,  o livro deseja contribuir para uma melhor formação de consciência das pessoas para o cuidado com a vida. Segundo esta publicação, é possível viver e cultivar uma existência saudável que não seja agressiva com o planeta Terra.  Na obra, os temas que perpassam desde os riscos dos inúmeros agrotóxicos  que os seres humanos ingerem na alimentação, o problema  do mal em Santo Agostinho, pelas questões políticas, ambientais, econômicas e religiosas, até os seus desafios hoje, irão ajudar a recordar a responsabilidade de cada ser humano no cultivo da criação, sendo possível sobreviver com todos os seres da criação, tratando-os com reverência respeito.