O Domingo
8 de julho: 14º Domingo do Tempo Comum

Indicar a um amigo:





O CARPINTEIRO DE NAZARÉ

Jesus volta para sua cidade (Nazaré) com os discípulos, na qualidade de Mestre. Seu ensinamento, porém, é rejeitado por seus conterrâneos, que ficam entre a admiração e o escândalo.

Os habitantes de Nazaré, conhecendo Jesus e sua família de sangue, bem sabiam que ele era um simples carpinteiro, que não havia se especializado na Lei de Deus. Como era, então, que ele falava com sabedoria? Como era que realizava tantos milagres, com aquelas mesmas mãos que trabalhavam a madeira?

Basta ler Eclesiástico 38,24-39,35 para entender a mentalidade da época, segundo a qual os artesãos não podiam ser sábios, pois, com seu trabalho manual, não tinham tempo para meditar e refletir sobre a Lei de Deus, como faziam os escribas. De acordo com esse modo de pensar, a sabedoria é o conhecimento especializado da Lei de Deus; coisa de especialistas, não de gente simples.

Daí a resistência dos nazarenos a Jesus, ao seu ensinamento e à sua missão. É a lógica do ditado: “Santo de casa não faz milagre”. Mesmo diante dos milagres, eles não acreditam, mas se escandalizam, ou seja, veem Jesus e sua ação como um obstáculo ou uma pedra de tropeço para sua fé.

E, de fato, a questão é a fé, ou a falta dela. Jesus só pôde realizar ali algumas curas, porque aquela gente não tinha fé. Ter fé é estar aberto à ação de Deus, é superar preconceitos, mudar de mentalidade, ver além das aparências e enxergar as pessoas como instrumentos da ação divina.

Porque ser de Deus, falar de Deus, agir em favor do projeto de Deus não é coisa de gente distante. Jesus, Deus que se encarna em nosso meio, assume a condição dos menores da sociedade. Suas mãos, que esculpiam a madeira, curavam os doentes. Contando histórias e aproximando-se das pessoas, Jesus mostrava que sua sabedoria era divina, e ao mundo ele revelava o rosto bondoso de Deus.

Sua vida é um convite a irmos além, com o olhar da fé. Com sabedoria, que é dom de Deus para quem, no suor de cada dia, investe a vida em favor dos outros, desdobrando-se em amor generoso.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp


O Domingo

É um periódico que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa e duas colunas, uma reflete sobre o evangelho do dia e a outra sobre temas relacionados à vida da Igreja.

Assinar