O Domingo
7 de abril: 5º Domingo da Quaresma

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AMOR É PERDÃO QUE LIBERTA

É fácil atirar pedras, julgar e condenar os outros. A resposta de Jesus na cena da mulher adúltera, porém, é séria chamada de atenção para a maldade que pode se esconder no coração humano. Pois quando julgamos os outros, não estamos talvez querendo esconder nossos próprios pecados? É a tal da hipocrisia, pois como podem estar limpas mãos que apedrejam e escondem um coração incapaz de perdoar?

Quanto aos que se orgulhavam de ser exemplo de piedade e aos especialistas da religião, Jesus os faz olharem para si mesmos. As palavras do Mestre funcionam como um espelho, um espelho libertador que pedras nunca poderão quebrar.

No episódio, quem é que estava livre de pecado, para ter a autoridade de atirar pedras naquela mulher que, logicamente, não havia cometido adultério sozinha? E, ainda que fosse o caso de apedrejar, onde estava seu parceiro no erro?

A Quaresma é tempo que convida à revisão de vida e à conversão para a Páscoa do Senhor. É tempo em que Jesus continua a nos colocar diante do espelho de sua Palavra, para que nos vejamos como somos, sem máscaras ou hipocrisia.

Quando tomamos consciência de nossos limites e erros, só nos cabe a atitude de quem suplica o perdão das pessoas e de Deus. Os acusadores de então foram embora, um a um, ao serem colocados diante dos próprios pecados.

Jesus, que não vem para condenar, mas para salvar, de fato nunca condenou ninguém. O Mestre sempre ensinou a rejeitar o pecado, mas nunca o pecador. Ensinou a nunca confundir quem peca com o pecado cometido.

Ao pecador Jesus nos ensina a amar, porque todos pecamos e necessitamos de amor. Um amor sem limites como o seu, de quem se doa e sabe perdoar. Perdoando e amando, criamos relações novas, de acolhida e inclusão. E então aprendemos, simples assim, que amar o pecador é vencer o pecado escondido em nós.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp


O Domingo

É um periódico que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa e duas colunas, uma reflete sobre o evangelho do dia e a outra sobre temas relacionados à vida da Igreja.

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