O Domingo
6 de maio: 6º Domingo da Páscoa

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O AMOR QUE CONTAGIA

No evangelho de hoje, que continua a alegoria da videira e dos ramos (domingo passado), o verbo dominante é “permanecer”. Jesus sente-se amado pelo Pai e pede aos seus seguidores que aprendam dele próprio a também amar.

Só consegue amar como Jesus amou quem permanece nele e guarda seus mandamentos, da mesma forma que ele guardou os mandamentos do Pai. Permanecendo unida a Cristo, a pessoa recebe a seiva que a fortalece e a torna capaz de amar a exemplo do Mestre.

Jesus supera o mandamento antigo de amar “como a si mesmo”, propondo aos discípulos amar “como eu vos amei”. Disso nasce a verdadeira alegria, que torna a religião mais aberta, cativante e amável. Tudo o que se faz e se vive com amor deveria gerar alegria e satisfação, superando os preconceitos exibidos por um cristianismo triste, cheio de lamúrias e desgostos.

Permanecer unidos a Jesus e ao Pai não nos isola da comunidade, não nos faz intimistas, verticais e ritualistas; antes, torna-nos mais fraternais, pois o ensinamento do Mestre mira e enfatiza a dimensão comunitária. O amor a Cristo e ao Pai nos leva a criar comunidades de irmãos e irmãs.

A vivência do amor fraterno nos torna todos amigos e amigas, irmãos e irmãs do “irmão maior”, Jesus. Eis o ideal bonito de toda família e toda comunidade: viver a total transparência, a ponto de já não haver segredos entre os membros, confiar plenamente um no outro, partilhando experiências de Deus e de vida, alegrias e esperanças, desafios e dificuldades. Quando chegaremos a formar famílias e comunidades assim?

Permanecer no amor de Jesus é assumir a mesma prática sua. O Mestre passou por este mundo defendendo os mais esquecidos e desprezados da sociedade, doando-se até o fim e por inteiro. O exemplo mais concreto do amor são os frutos produzidos em favor da vida.

O amor é a marca distintiva do cristão: é ele que dá identidade à comunidade cristã, que estabelece novos relacionamentos entre as pessoas, que cria um mundo humano, fraterno e solidário.

Pe. Nilo Luza, ssp


O Domingo

É um periódico que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa e duas colunas, uma reflete sobre o evangelho do dia e a outra sobre temas relacionados à vida da Igreja.

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