O Domingo
30 de junho: São Pedro e São Paulo

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IGREJA: COMUNIDADE QUE ACOLHE E RECONCILIA

O texto do evangelho da solenidade de Pedro e Paulo tem, entre outras, a finalidade de preservar a coesão dentro da comunidade de Mateus. O evangelista encontra na figura de Pedro o símbolo de unidade de que necessitava para evitar que os membros de seu grupo se tornassem uma espécie de seita. Sobre a fé professada por Pedro, Jesus funda a Igreja, da qual a comunidade de Mateus é chamada a fazer parte, como nos mostra o diálogo apresentado pelo evangelista.

Nesse diálogo, Pedro, porta-voz do grupo, formula a profissão de fé em Jesus Messias, o Filho de Deus, e recebe o encargo de conduzir na unidade a comunidade, a quem é delegado o compromisso de dar continuidade à missão. Jesus os conclama para a responsabilidade de abrir as portas, a fim de que as pessoas tenham acesso ao reino de Deus, e os convida a ser comunidade que perdoa e reconcilia.

A resposta de Pedro é não apenas fruto das capacidades humanas, mas também revelação divina, o que aponta para a importância da sintonia dos dirigentes das comunidades com a vontade de Deus.

Contrapondo-se à impressão de que a solenidade de hoje acentua a primazia de Pedro, o prefácio ressalta o papel fundamental também de Paulo: “mestre e doutor das nações, anunciou-lhes o evangelho da salvação. Por diferentes meios, os dois congregaram a única família de Cristo e, unidos […], recebem […] igual veneração”.

A pergunta de Jesus continua a ecoar em nossos dias: Quem sou eu? A resposta que espera não é doutrinal, mas de compromisso e de adesão ao seu projeto. Ele não nos pede uma opinião, mas nos questiona sobre nossa atitude, que transparece principalmente em nosso seguimento concreto dele. É, portanto, apelo a um modo de vida cristão.

Pe. Nilo Luza, ssp


O Domingo

É um periódico que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa e duas colunas, uma reflete sobre o evangelho do dia e a outra sobre temas relacionados à vida da Igreja.

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