O Domingo
3 de novembro: Todos os Santos

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SANTIDADE NO MUNDO CONTEMPORÂNEO

O papa Francisco, em sua exortação Gaudete et Exsultate, apresenta o caminho da santidade com base nas bem-aventuranças. Estas, sublinha o papa, são como que “a carteira de identidade do cristão”. Assim, feliz ou bem-aventurado é sinônimo de santo.

“Felizes os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus”: os pobres em espírito têm o coração pobre, no qual o Senhor pode entrar com sua novidade.

“Felizes os mansos, porque possuirão a terra”: mansidão é expressão da pobreza interior; possuindo a terra, verão as promessas de Deus se realizarem.

“Felizes os que choram, porque serão consolados”: a pessoa se santifica chorando com os que choram e é consolada com o consolo de Deus, não com o do mundo. Ser santo é se solidarizar com quem sofre. 

“Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados”: fome e sede constituem necessidades humanas básicas, as quais serão saciadas à medida que a justiça se concretizar na sociedade. Ser santo é se empenhar pela justiça.

“Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia”: a misericórdia é um aspecto fundamental de Deus e nos impele a ser semelhantes a ele. Olhar e agir com misericórdia é caminho seguro de santidade.

“Felizes os puros de coração, porque verão a Deus”: manter o coração puro é não deixar que se contamine o amor existente nele. Desejos e decisões partem do coração, e este precisa estar livre de contaminação; manter o coração limpo de tudo o que mancha o amor é ser santo.

“Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus”: aos que semeiam a paz em meio a ódios e conflitos, Jesus faz uma promessa: serão filhos e filhas de Deus e, consequentemente, santos.

“Felizes os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus”: o empenho pela justiça é caminho perigoso, mas é também meio para a construção do reino de Deus; viver assim é ser santo.

Pe. Nilo Luza, ssp


O Domingo

É um periódico que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa e duas colunas, uma reflete sobre o evangelho do dia e a outra sobre temas relacionados à vida da Igreja.

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