O Domingo
3 de março: 8º domingo do tempo comum

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O TESOURO DO CORAÇÃO

Bem mais fácil que corrigir os próprios defeitos é encontrar e comentar os defeitos dos outros.

Jesus, porém, diz que “todo discípulo bem formado será como o mestre”. E suas palavras, hoje proclamadas, querem nos ajudar em nosso caminho de discipulado. Mas o que significa aprender a ser como ele, ser formados para dar bons frutos e ajudar os irmãos na caminhada?

Ser guia, ajudar as pessoas com dificuldade no caminho, supõe enxergar bem. Em vez de criticar e querer corrigir os outros, os seguidores de Jesus trabalham sobre os próprios defeitos e limitações. É este o testemunho que dão ao mundo, corrigindo em si mesmos também os problemas que veem nos outros.

Jesus compara o coração e a boca com a árvore e os frutos. De uma árvore boa vêm bons frutos. De um bom coração vêm coisas boas. É o coração, portanto, o tesouro precioso do ser humano. As intenções que temos e as opções que fazemos testemunham se somos árvores frutíferas ou apenas espinheiros. Os frutos revelam se nossas intenções são verdadeiras ou falsas, se são boas ou más.

A hipocrisia é querer mostrar como bom aquilo que é mau. É disfarçar como bons desejos e boas ações as más intenções e tudo o que é perverso. O caminho do discipulado, no entanto, vai na direção contrária. Pois se trata de encontrar em si o que não é bom, as más intenções e as ações contrárias aos valores do evangelho, para corrigi-las. Crescer na consciência de quem somos, aliás, ajuda-nos a compreender os outros nas suas dificuldades. Ajuda-nos a relativizar alguns frutos ruins, por sabermos que do tesouro de bons corações virão sempre tantos frutos excelentes.

Afinal, ninguém vem a este mundo para caminhar sozinho nem, muito menos, para deixar apenas espinhos pelo caminho. O Mestre da misericórdia nos ensina que, ao nos aceitarmos, podemos aceitar os outros, produzindo frutos de transformação para a vida de todos.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp


O Domingo

É um periódico que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa e duas colunas, uma reflete sobre o evangelho do dia e a outra sobre temas relacionados à vida da Igreja.

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