O Domingo
3 de fevereiro: 4º Domingo do Tempo Comum

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O CAMINHO DA PROFECIA

Jesus se revela como o enviado do Pai para cumprir as profecias. Com ele começa neste mundo o Reinado de Deus. Seus conterrâneos de Nazaré viram suas ações e ouviram suas palavras, mas não aceitaram que ele se proclamasse o Messias esperado. E assim, questionados sobre sua falta de fé, ficam furiosos e tentam matar Jesus.

Vendo em Jesus apenas “o filho de José”, eles mostram sua incredulidade. São incapazes de entender que Deus assumiu a condição humana e escolheu os menores, uma família sem importância da mesma cidade que eles. Como admitir que Deus esteja tão próximo de nós, caminhando conosco e sofrendo as nossas dores?

Há também hoje quem imagine um Deus distante, longe da nossa vida. Mas bem sabemos que não é assim o Deus de Jesus. O que Jesus nos revelou é um Deus que sofre conosco e nos envolve com laços de humanidade, como havia dito o profeta Oseias (11,4).

Podemos até nos julgar melhores, mas o Deus que ama a todos, para se revelar, necessita que estejamos abertos à sua ação. Ação que é liberdade e que é graça. Como no tempo de Elias e Eliseu, que realizaram prodígios junto a estrangeiros. Basta olhar, para encontrar fora das comunidades cristãs e católicas tantos sinais do amor de Deus, tantas ações que resgatam a vida e, se quisermos, têm o poder de nos evangelizar.

A rejeição que Jesus sofreu em Nazaré era apenas uma amostra do que ele sofreria em sua missão. Mas Jesus vai adiante, continua seu caminho de doação da vida, mostrando-nos que as rejeições e perseguições não têm a última palavra. Com fé, também nós podemos superar os conflitos e ir além. Podemos superar as rejeições que sofremos por estar abertos à ação profética de Jesus. E, sobretudo, podemos ajudar os que também são rejeitados. Pois “o filho de José”, este Filho de Deus cheio de amor, sempre estará conosco.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp


O Domingo

É um periódico que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa e duas colunas, uma reflete sobre o evangelho do dia e a outra sobre temas relacionados à vida da Igreja.

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