O Domingo
24 de março: 3º domingo da Quaresma

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TEMPO DE DAR FRUTOS

Jesus garante que a tragédia dos galileus assassinados por Pilatos e dos dezoito mortos pela queda da torre de Siloé não foi consequência dos pecados deles. Aliás, considerar tragédias e desastres como castigo de Deus é ignorar que Jesus veio revelar o rosto de um Pai de amor e misericórdia. Jesus não veio revelar um carrasco vingador.

Em vez de dizer que a morte das criaturas se deve ao pecado e à culpa delas, Jesus convida a aprender das tragédias e desastres, a aprender das mortes prematuras, para valorizar o presente e converter-se em vista dos frutos. Pois a morte virá para todos, e a questão são os frutos que deixaremos por aqui, é a diferença que tivermos feito para melhorar este mundo.

A parábola da figueira fala de um Deus paciente, que envia seu Filho para que as pessoas se deixem transformar e produzir frutos. É que, ao nos criar, Deus espera nada mais que frutos de bondade, de misericórdia, de solidariedade. Quando faltam tais frutos, falta a vida verdadeira que Deus deseja.

O Filho enviado pelo Pai caminha conosco e quer nos transformar. Estar abertos à ação de Deus, porém, depende somente de nós. Por isso Jesus chama à conversão. Converter-se é, em primeiro lugar, tomar consciência dos próprios limites e pecados. E, na prática, mudar de mentalidade e de vida. Mas não basta mudar; é necessário mudar segundo o plano de Deus, que nos cria para relações que humanizam, que nos irmanam no perdão e no amor.

Conscientes de que as tragédias e desastres não podem ser castigo do Deus bondoso de Jesus, perguntamo-nos sobre o sentido que estamos dando à nossa vida. Uma vida sem frutos para Deus é uma vida que perde o próprio sentido. Afinal, se Deus sofre com quem sofre, como estamos ajudando a aliviar o sofrimento dos outros? No dia do acerto de contas, diante de um Deus que ama, que frutos lhe apresentaremos? O tempo que temos neste mundo é o tempo que Deus nos dá. É o tempo que se chama agora, tempo de conversão e de dar frutos.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp


O Domingo

É um periódico que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa e duas colunas, uma reflete sobre o evangelho do dia e a outra sobre temas relacionados à vida da Igreja.

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