O Domingo
23 de setembro: 25º Domingo do Tempo Comum

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MAIOR É QUEM SERVE

É a segunda vez, no Evangelho de Marcos, que Jesus preanuncia aos discípulos seu sofrimento, morte e ressurreição. Os discípulos, porém, não entendem suas palavras e têm medo de pedir explicações. Além disso, ficam calados diante da pergunta que lhes é feita, pois estavam imaginando um projeto de vida diferente do proposto pelo Mestre.

De fato, ao mostrar a atitude dos discípulos, o evangelho quer falar a cada um de nós. Nós, que nos dizemos seguidores de Jesus, afinal investimos nossas energias, ocupamos nossos pensamentos em quê? O caminho que seguimos é o proposto por ele, ou vivemos em busca de atalhos, acreditando que chegaremos de qualquer modo a um bom destino?

A questão é que atalhos, no discipulado, não existem. E, se existissem, nunca levariam ao mesmo destino de Jesus, pois o caminho que ele propõe é único, sem meios-termos nem variações.

Seu caminho é o do serviço aos menores, e o desejo de ser maior é exatamente o caminho contrário. Não é à toa, portanto, que Jesus põe uma criança no meio dos discípulos: ela é o símbolo dos menores, que precisam ser o centro da atenção dos discípulos.

O que os seguidores de Jesus fazem pelos menores estão fazendo a ele próprio. Acolhendo os pequenos, acolhem a ele e ao Pai, que o enviou.

Aprender com o Mestre exige de cada um de nós, e de nossas comunidades, a atitude fundamental da escuta sem interesses egoístas. Exige a abertura da mente para o caminho de sofrimento e vida nova que é o dele. Pôrse com ele no caminho de doação da vida, no caminho de serviço aos menores, significa entender suas palavras.É então que começamos a enxergar tantas injustiças e tanto sofrimento de inocentes e questionamos o Mestre para tentar ver o mundo com seus olhos. É então que testemunhamos ao mundo que o sofrimento do Mestre é redentor e que nossa vida também pode ajudar a aliviar o sofrimento de outros.

E infelizmente, se assim não for, mesmo que falemos, não testemunharemos: ficaremos apenas calados, fechados e frustrados em nossa busca vazia de aparecer e ser os maiores.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp


O Domingo

É um periódico que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa e duas colunas, uma reflete sobre o evangelho do dia e a outra sobre temas relacionados à vida da Igreja.

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