O Domingo
2 de novembro: Finados

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FELICIDADE VERDADEIRA

Iniciando o Sermão da Montanha, Jesus apresenta aos discípulos seu ensinamento sobre a felicidade. Felizes são os pobres em espírito e os perseguidos por causa da justiça, pois deles é o Reino do Céu. Felicidade, para Jesus, é já possuir o Reino.

Por muito tempo se amenizou a expressão “pobres em espírito”, como se Jesus estivesse falando de simples humildade. Jesus não está proclamando felizes os pobres que têm a mentalidade do “cada um por si e para si”. Os pobres em espírito, que no original grego melhor se traduz por “pobres no Espírito”, são aqueles que se confiam inteiramente a Deus e centram no Espírito de Deus a própria vida. Pois para Jesus, neste mundo de gente aflita, de famintos por justiça e pão, felicidade mesmo é deixar-se guiar pelo Espírito de Deus.

Como vivenciar o ensinamento e a prática de Jesus, quando vemos e ouvimos tantos líderes religiosos pregando a prosperidade pessoal nas finanças como autêntica felicidade e bênção de Deus? Se assim fosse, o Deus bondoso de Jesus estaria abandonando à morte os miseráveis sem dinheiro, por não terem méritos ou não terem se esforçado suficientemente?

O “cada um por si e para si”, da lógica da retribuição e do mérito, facilmente domina as relações, também nossas relações religiosas. As palavras do Mestre, no entanto, aí estão a proclamar a verdadeira felicidade, dos pobres que não têm em quem e em que se apoiar, senão em Deus.

Para estes que seguem a lógica da justiça divina, do “cada um por todos e para todos”, para estes que se afligem por buscar a justiça de Deus, para estes é que vem a consolação, que está longe de ser conformismo ou resignação. A consolação é a força de Deus. E a força de Deus se mostra na certeza de que a terra será dos mansos, dos que não alimentam desejo de poder e riquezas. Neste “mundo diferente” do Reino, que se começa a viver já aqui, o desejo que conta é o de justiça, e o caminho para a justiça de Deus está na misericórdia, na pureza de coração e na promoção da paz.

Que a memória daqueles que já partiram nos ajude a valorizar o presente como único tempo para caminhar no aprendizado diário da felicidade do Reino.  

Pe. Paulo Bazaglia, ssp


O Domingo

É um periódico que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa e duas colunas, uma reflete sobre o evangelho do dia e a outra sobre temas relacionados à vida da Igreja.

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