O Domingo
1º de abril: Domingo da Páscoa

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SINAIS DA RESSURREIÇÃO

O primeiro dia da semana inaugura a nova criação de Deus, o tempo da Ressurreição, da vida que venceu a morte. Maria Madalena, Pedro e João representam os primeiros seguidores, que ainda não haviam compreendido o poder infinito de vida que estava em Jesus. Uma comunidade desorientada, que buscava o Mestre morto no sepulcro.

Maria Madalena é a primeira a encontrar algo inesperado: o sepulcro aberto. Ela nem sequer olha o que há lá dentro e vai contar a Pedro e João, supondo que alguém tivesse roubado o corpo do Senhor.

A corrida dos dois discípulos ao sepulcro é a corrida simbólica da fé, e quem chega primeiro é o Discípulo Amado. Chega antes quem ama e vive a relação do amor e da amizade com Jesus. É o último a ver os sinais, mas o primeiro a acreditar.

Os sinais do sepulcro vazio foram deixados aos seguidores de todos os tempos, também a nós: um lençol ou faixas de linho estendidas, e um sudário enrolado num lugar à parte.

Jesus não se manteve preso às faixas que envolviam seu corpo crucificado. Ressuscitou. Venceu o poder da morte, saiu do sepulcro para a vida. As faixas ou lençóis estendidos representam a vida nova, pois fazem pensar num ambiente preparado para a consumação de um casamento: a aliança definitiva entre o Esposo ressuscitado e a nova humanidade.

Ao apresentar o detalhe do sudário deixado num “lugar” à parte, o evangelho quer mostrar que a Ressurreição de Jesus envolveu e deixou de lado o “lugar” de morte, o Templo de Jerusalém e a ordem injusta ali estabelecida, para afirmar o “lugar” por excelência, o corpo de Jesus ressuscitado, como o novo e definitivo santuário para toda a humanidade. Pois, de fato, os que foram ao túmulo à procura do corpo de Jesus saíram de lá como Corpo de Cristo.

Quem ama vê os sinais e acredita. Na corrida de nossa fé, encontraremos sempre um sepulcro vazio, encontraremos tantos sofrimentos injustos, tantas mortes prematuras. O Ressuscitado, porém, vai nos deixar sempre os sinais de sua vitória, para seguirmos além, anunciando ao mundo que seu amor está em nós, é maior que tudo e supera tudo.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp


O Domingo

É um periódico que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa e duas colunas, uma reflete sobre o evangelho do dia e a outra sobre temas relacionados à vida da Igreja.

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