O Domingo
19 de janeiro: 2º Domingo do Tempo Comum

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A FORÇA DO TESTEMUNHO

O início da atividade pública de Jesus é marcado pela presença de João Batista, o “precursor”, aquele que vem antes para anunciar a chegada do Messias, um rei diferente que se faz batizar por João.

O batismo de João se fazia apenas uma vez, por imersão na água, para significar o desejo de uma mudança profunda de vida. Este chamado à conversão, à mudança de mentalidade e de vida, preparava para a chegada de Jesus, aquele que vinha batizar com o Espírito Santo.

E então João aponta Jesus como o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. O cordeiro era o animal que se costumava sacrificar a Deus para que os pecados fossem perdoados. Agora o Cordeiro que leva embora o pecado do mundo, aquilo que não é conforme ao projeto de vida de Deus, é o próprio Filho.

Jesus é, de fato, aquele que nos tira de uma história de pecado, condenação e morte ao nos mostrar que Deus é bondade e graça e que seu amor consiste em servir e doar a própria vida. Em Jesus, Deus deixa em segundo plano nossas faltas, para nos animar com o Espírito que transforma e santifica.

O Espírito do batismo, aliás, é o Espírito enviado por Deus que nos permite testemunhar hoje o amor maior de Deus, manifestado em seu Filho, Jesus.

Diz o ditado: “As palavras convencem, mas os exemplos arrastam”. Quão importante é hoje nosso testemunho de seguidores desse Cordeiro-Servo. Olhando o testemunho de João, temos muito a aprender: nunca conheceremos Jesus suficientemente. Mas abrir-nos ao seu Espírito é dar espaço para que Deus aja em nós e, por meio de nós, continue se manifestando ao mundo como amor que não tem fim.

Já não sacrificamos animais a Deus, carregando-os com os nossos pecados. Mas há certamente uma carga bem pesada jogada nos ombros dos sofredores, que somos chamados a aliviar com o testemunho de quem segue o Mestre que, por amor, perdoa e se doa até o fim.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp


O Domingo

É um periódico que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa e duas colunas, uma reflete sobre o evangelho do dia e a outra sobre temas relacionados à vida da Igreja.

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