O Domingo
18 de novembro: 33º Domingo do Tempo Comum

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SUPERAR DESAFIOS

No capítulo 13 do Evangelho de Marcos, encontramos um discurso apocalíptico. É linguagem estranha para nós hoje, mas, na época em que o evangelho foi escrito, queria transmitir uma mensagem de encorajamento. Tudo o que está escrito nesse texto não visa assustar ninguém, e sim alimentar a esperança do povo diante dos acontecimentos, nem sempre favoráveis. Trata-se também de um alerta para estarmos atentos aos sinais dos tempos, àquilo que está acontecendo no dia a dia da vida do povo.

Os astros celestes que caem do céu e perdem o brilho podem simbolizar os poderes deste mundo, que um dia também perderão seu brilho e seu poder destruidor. São tempos difíceis e assustadores; é necessária sabedoria para resistir aos temores e aos projetos enganadores e continuar dando testemunho.

Somos convidados a depositar nossa esperança no “Filho do homem”, que virá sobre as nuvens para reunir os filhos e filhas dispersos do povo de Deus. É por meio dele, com a colaboração das comunidades cristãs, que surgirá o Reino que humaniza. Os astros poderão não mais brilhar, mas a humanidade não ficará na escuridão, pois terá o brilho do “Sol” verdadeiro, Cristo Jesus.

A parábola da figueira vem nos ensinar que aquilo que muitas vezes imaginamos distante pode bater à porta mais rápido do que o esperado. Ela não só nos motiva a ler os sinais dos tempos e descobrir aí a presença de Deus, mas também nos adverte sobre a imprevisibilidade da vinda do Senhor.

Essa parábola nos ensina ainda que não será sempre “inverno”, tempo sombrio, de dificuldades e problemas; ela aponta para um tempo que trará nova vida, novo vigor, novo florescer. Não podemos sucumbir aos tempos sombrios, mas é nossa missão renovar continuamente a esperança do “novo céu e nova terra”. É claro que o advento dessa nova realidade não será algo mágico, pois depende do empenho e perseverança das comunidades e de cada pessoa.

Pe. Nilo Luza, ssp


O Domingo

É um periódico que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa e duas colunas, uma reflete sobre o evangelho do dia e a outra sobre temas relacionados à vida da Igreja.

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