O Domingo
17 de fevereiro: 6º Domingo do Tempo Comum

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FELICIDADE VERDADEIRA

No Evangelho de Lucas encontramos quatro bem-aventuranças e, logo após, quatro “ai de vós”. Olhando os discípulos e a multidão que se reuniam na planície, Jesus fala das injustiças de seu tempo: pobreza, fome, choro e perseguição, de um lado; riqueza, fartura, riso e bajulação, de outro.

Numa sociedade em que o dinheiro é a peça principal da engrenagem, Jesus continua hoje proclamando felizes os pobres e famintos. Continua exaltando os que choram e são perseguidos, quando é o prazer que geralmente se busca a todo custo.

Para compreender as bem-aventuranças e os “ai de vós” de Jesus, é preciso olhar para o mundo e ver que a riqueza de poucos custa a miséria de tanta gente.

Mas, afinal, de que felicidade Jesus fala? Ao longo da Bíblia, a felicidade autêntica consiste em ser tocado, alcançado por Deus e sua ação transformadora. A felicidade evangélica, do mesmo modo, é ser tocado e transformado por Deus em Jesus Cristo.

Ao proclamar felizes os pobres, Jesus não está propondo o conformismo do sofrimento na vida presente que prepararia a felicidade após a morte. Está, isso sim, mostrando como é a dinâmica do Reino de Deus. O Reino acontece com ações e atitudes concretas de quem está despojado de tudo, de quem tem Deus como único defensor. Os que já têm aqui e agora sua recompensa, e vivem indiferentes à fome e à miséria do mundo, põem-se automaticamente fora da dinâmica do Reino. Para estes, aliás, Jesus dirige os “ai de vós”.

O mundo desejado por Deus, que Jesus veio inaugurar, continua sendo criado com nosso compromisso de discípulos. Um mundo sem miséria, sem fome, sem choro e sem perseguição. Porque felicidade, enfim, é estar comprometido com o mundo novo de Deus, mesmo em meio às injustiças e desigualdades deste mundo. Nossa felicidade se mede pela luta em favor dos mais necessitados, sem segundas intenções, sem esperar recompensa.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp


O Domingo

É um periódico que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa e duas colunas, uma reflete sobre o evangelho do dia e a outra sobre temas relacionados à vida da Igreja.

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