O Domingo
15 de abril: 3º Domingo da Páscoa

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ENCONTRO QUE TRANSFORMA

Depois da ressurreição de Jesus, os discípulos tiveram de passar por experiências que lhes permitissem compreender que a morte não tivera a última palavra, que o Mestre estava vivo, que continuava a caminhar com eles, que os alimentava com sua Palavra e que podia ser reconhecido na partilha do pão.

O Ressuscitado aparece no meio da comunidade e deseja a paz. Ele, que tinha conduzido os discípulos e ensinado novo modo de ser e de agir, continua a ser o centro da comunidade. Jesus deseja a paz, que é a vida com dignidade para todos, o anseio mais genuíno dos corações humanos.

Os discípulos precisaram superar o susto e o medo para reconhecer o Mestre vivo, com as marcas da crucifixão, comendo peixe diante deles. O encontro com o Ressuscitado é que lhes abriu a mente para compreenderem o alcance da Escritura, que falava de um Servo Sofredor que ressuscitaria ao terceiro dia. Para compreenderem, afinal, que a Escritura falava da missão deles mesmos: missão de testemunhar a todos a vida nova que vem do Mestre que sofreu e ressuscitou. Vida nova que se testemunha anunciando a conversão e o perdão dos pecados a todos.

De Jerusalém até os confins da terra, do medo que fechava a comunidade em si mesma à coragem e alegria de anunciar o Ressuscitado, os discípulos precisaram passar por experiências de encontro com o Mestre. O testemunho cristão, portanto, requer de nós hoje o mesmo encontro, contínuo, com o Ressuscitado Jesus de Nazaré, aquele Mestre que viveu e ensinou a viver entregando a vida pelo outro.

Neste tempo de Páscoa, renovamos nosso empenho para que Jesus seja de fato o centro de nossa vida, da vida de nossas comunidades, para que continuemos a nos transformar e a transformar o mundo, trocando as preocupações e as dúvidas pela fé ativa de quem se compromete com a construção da paz. Afinal, qual é a vida nova que estamos testemunhando para o mundo de hoje?

Pe. Paulo Bazaglia, ssp


O Domingo

É um periódico que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa e duas colunas, uma reflete sobre o evangelho do dia e a outra sobre temas relacionados à vida da Igreja.

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