O Domingo
14 de Julho: 15º do Tempo Comum

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QUEM É MEU PRÓXIMO?   

O mestre da Lei, como bom especialista em religião, sabia de cor e salteado a resposta à primeira pergunta que fizera a Jesus: o destino eterno de nossa vida tem relação com o amor que demonstramos a Deus e ao próximo nesta terra.

Mas a segunda pergunta que ele fez era sobre o limite desse amor: “Quem é meu próximo?” Ou seja, quem devo amar para cumprir a Lei de Deus e receber dele a vida eterna? Uma resposta que o mestre da Lei também já conhecia, pois, no ambiente de então, o próximo de um judeu era alguém igual a ele, ou seja, outro judeu. Não era, definitivamente, um samaritano, considerado impuro e inimigo.

Foi a ocasião para Jesus contar uma parábola, a fim de mostrar ao seu interlocutor o que realmente importava: não se tratava de saber quem era o próximo, mas de fazer-se concretamente próximo dos outros, superando até preconceitos e barreiras culturais e religiosas.

A misericórdia daquele bom samaritano salva o homem assaltado e deixado quase morto no caminho. É o espelho da misericórdia de Deus, a qual Jesus vem mostrar e realizar no amor que não conhece limites, na solidariedade que supera a hipocrisia.

A resposta de Jesus, portanto, fez o entendido na Lei de Deus refletir sobre suas próprias atitudes para com quem estava sofrendo. No amor pelos sofredores se demonstra o amor a Deus, que leva à vida eterna. Pensamos, neste dia, em tantos bons samaritanos que fizeram a diferença, que mudaram o mundo porque ajudaram a mudar vidas concretas. Pensamos, sobretudo, no Bom Samaritano, o Mestre que nos ensina a fazer o bem sem olhar a quem. Suas palavras ressoam hoje: “Vai e faze o mesmo”.

Declarar-nos por uma religião e por uma vida piedosa não é garantia de nada, sobretudo se passamos adiante, alheios aos filhos de Deus caídos em nosso caminho. A misericórdia vivida pelo Mestre seja princípio de vida também para nós: com ela chegamos ao coração de todos aqueles que sofrem, e com ela passamos a amá-los como irmãos.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp


O Domingo

É um periódico que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa e duas colunas, uma reflete sobre o evangelho do dia e a outra sobre temas relacionados à vida da Igreja.

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