O Domingo
11 de janeiro: Batismo do Senhor

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JESUS É O FILHO DE DEUS

O Evangelho de Marcos inicia-se com João Batista pregando um batismo de conversão e profetizando a chegada de alguém mais forte do que ele, o Messias, salvador e Filho de Deus. João não é nem digno de se abaixar aos pés do anunciado. Ele batiza com água, mas o que virá batizará com o Espírito Santo.

Nisso aparece Jesus para ser batizado: os céus se abrem, ele vê o Espírito Santo se fazer presente em sua vida e ouve a voz do Pai, que o proclama seu Filho amado. João Batista sai de cena e entra Jesus, anunciando seu projeto.

Os céus “estavam fechados”, parecendo estar obstruída a comunicação entre o céu e a terra, entre o divino e o humano. Havia a necessidade de romper essa barreira invisível e estabelecer a comunicação com o transcendente. Havia a sensação de que Deus estava isolado e longe da humanidade.

Com a vinda do Espírito Santo sobre Jesus, os céus “são rasgados” e volta a se estabelecer a comunicação do divino com o humano. Finalmente é possível o encontro e a convivência com Deus. Um homem cheio do Espírito perambula pelas terras da Palestina, anunciando o reino de Deus.

Movido pelo Espírito Santo, Jesus cura, liberta, transforma e renova as pessoas e todas as coisas. À semelhança do caos do início da criação que se transforma em cosmos com o sopro divino, a nova humanidade nasce com a chegada do Filho de Deus, iluminado e guiado pelo Espírito.

Graças ao Espírito Santo que recebemos no batismo, também nos tornamos novas criaturas. Somos integrados a uma comunidade, a Igreja.

Sem esse Espírito de Deus, nossa vida é morna, sem compromisso e sem verve, a alegria esmorece, a esperança morre, os medos tornam-se fantasmas a nos atormentar. Se não nos deixamos animar e recriar por esse Espírito, não temos como contribuir para a nossa comunidade nem apontar novo rumo para a sociedade, tão necessitada de valores que dignifiquem e defendam a vida da humanidade.

Pe. Nilo Luza, ssp


O Domingo

É um periódico que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa e duas colunas, uma reflete sobre o evangelho do dia e a outra sobre temas relacionados à vida da Igreja.

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