O Domingo
10 de novembro: 32º Domingo do Tempo Comum

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DEUS, AMIGO DA VIDA, NOS QUER VIVOS!

Os saduceus não julgavam possível provar a ressurreição pelas Escrituras e priorizavam os afazeres relacionados ao templo. Baseados na “lei do levirato” – a qual buscava proteger a viúva e dar descendência ao irmão falecido –, inventam a história da viúva de sete maridos, querendo demonstrar o suposto absurdo da fé na ressurreição.

Bebendo nas fontes da Sagrada Escritura, Jesus lhes responde à altura, provando que não conhecem a Escritura nem entendem de ressurreição. Com base nas palavras de Moisés, o Mestre afirma a soberania de Deus, que “não é Deus de mortos, mas de vivos, pois todos vivem para ele”, e explica em que consiste a vi­da futura. 

O que será da pessoa após sua morte? Eis uma pergunta que perturba homens e mulheres de todos os tempos. Desde a época de Jesus até a atual, tal questão continua a provocar a todos – também aos cristãos.

No texto de hoje, Jesus procura esclarecer o significado da ressurreição – a qual não deve ser compreendida como reavivamento de um cadáver nem prolongamento da existência presente. A realidade após a morte não será mera repetição da experiência terrena nem estará sujeita a leis fí­sicas ou biológicas. 

Este evangelho é um convite a renovar nossa fé na vida pós-morte e no Deus da vida, que ressuscitou seu Filho, o primogênito dos que ressuscitam dos mortos. A fé na ressurreição de Jesus leva-nos a crer também na nossa, quando participaremos da sua glória.

O problema dos saduceus ainda não está superado em nossos dias. Muitos cristãos continuam a ter uma mentalidade distorcida a respeito da ressurreição.

Deus é amigo da vida, diz-nos a Sagrada Escritura. Porque quer ver seus filhos e filhas plenos de dignidade, ele se compadece de todos os que não conseguem viver de forma digna. Se Deus é amigo da vida, somos convidados a amar e valorizar nossa existência presente, na certeza de que ela não se esgotará com a morte.

Pe. Nilo Luza, ssp


O Domingo

É um periódico que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa e duas colunas, uma reflete sobre o evangelho do dia e a outra sobre temas relacionados à vida da Igreja.

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