O Domingo
10 de junho: 10º Domingo do Tempo Comum

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O HOMEM MAIS FORTE

O evangelho nos mostra que Jesus, desde o início de sua missão, enfrentou a resistência e a incompreensão. Seus parentes diziam que estava louco, “fora de si”, e vão à casa onde ele estava, em Cafarnaum, para fazê-lo parar. Já para os doutores da Lei, os entendidos de religião, que geralmente têm resposta pronta para tudo, Jesus está endemoninhado, possuído por Belzebu, o chefe dos demônios. Mesmo que estivesse fazendo o bem, libertando as pessoas do poder do mal, restituindo-lhes a saúde, a dignidade e a vida, Jesus, para os doutores da Lei, não estava agindo em nome de Deus e com o poder de Deus: era um charlatão que estava iludindo o povo.

Diante da incompreensão dos parentes e da rejeição dos doutores da Lei, Jesus afirma que não pode estar agindo em favor dos demônios se concretamente os está expulsando da vida das pessoas. Jesus se identifica, assim, com aquele que entra na casa do homem forte (Satanás e seu reino), para amarrá-lo e tomar seu poder. Ele é então o homem mais forte, que, fazendo a vontade do Pai, vence o reinado do mal.

Pecar contra o Espírito Santo é não reconhecer Jesus como o homem mais forte, é considerar como demoníaco o que é divino e como divino o que é demoníaco. Se bem que não seja tão simples distinguir a voz de Deus das vozes diabólicas. Quantas guerras e mortes, por exemplo, já aconteceram em nome de Deus? Quantas situações injustas já foram abençoadas por lideranças religiosas? Quantos cristãos já se viram excluídos das comunidades de fé por buscarem os valores fundamentais e genuínos do evangelho?

Jesus vem para vencer Satanás, o adversário que divide. Vem para criar uma nova família, a família dos que reconhecem nele o poder de Deus sobre o mal, sobre a divisão. Vem para formar uma comunidade de gente responsável que, respeitando as diferenças, busca a união.

Seguidores do “homem mais forte”, tornamo-nos família ouvindo a voz de Deus, vencendo as divisões, defendendo a vida, superando afinal a tentação de achar que o problema sempre está no outro.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp


O Domingo

É um periódico que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa e duas colunas, uma reflete sobre o evangelho do dia e a outra sobre temas relacionados à vida da Igreja.

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