O Domingo – Palavra
PERDOAR COMO O PAI

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A liturgia deste domingo traz belíssimos conselhos para nossa vida, entre os quais a prática do perdão, fundamento precioso dos relacionamentos em geral. Constrói uma vida feliz, de paz interior, de intimidade com Deus, aquele que compreende que o perdão é a base de tudo. Nesse sentido, a primeira leitura, do livro do Eclesiástico, ajuda-nos a entender o sentido da vida e das relações à luz da dimensão do perdão. A orientação do autor é que não guardemos ódio nem raiva no coração, pois isso é detestável aos olhos de Deus. Quando as relações humanas são pautadas por esses sentimentos, o resultado é a vingança.

Não podemos esquecer que a medida que usamos para nossos relacionamentos humanos define nosso relacionamento com Deus. Se amamos o próximo e perdoamos suas fraquezas, sabemos que podemos contar com o perdão divino. Assim sendo, o perdão abre caminho para o amor de Deus, ao passo que guardar rancor constitui obstáculo para experimentarmos a sua misericórdia. Para cessar o rancor e a raiva, o autor aconselha guardar os mandamentos, síntese do projeto de Deus, que quer que todos usufruam de vida, liberdade, respeito e fraternidade.

  Nessa mesma perspectiva, na segunda leitura, da carta aos Romanos, Paulo motiva a comunidade a pautar as relações na fé professada em Jesus Cristo. Quando uma comunidade é movida por divisões ou por disputas entre fortes e fracos, a missão acaba sendo ofuscada por questões desnecessárias. Nesse sentido, o mais importante é que a comunidade mantenha o espírito da unidade, da fraternidade, da caridade, da solidariedade e da tolerância. O apóstolo também ressalta que os cristãos não pertencem a si próprios, mas a Cristo, cabeça da Igreja. E aqueles que trabalham para Cristo não podem ser agentes de confusão, desunião e discórdia na comunidade.

No Evangelho, Jesus mostra aos seus discípulos que viver a justiça do Reino de Deus na comunidade implica praticar o perdão, principalmente nas situações difíceis. Na comunidade do Pai não devem existir limites para o perdão (setenta vezes sete), pois todos, ao entrar nela, já receberam dele o perdão sem limites (dez mil talentos). Assim sendo, as relações devem basear-se no amor, na misericórdia e no perdão entre todos. É isso que Deus pede a cada um de nós.

Pe. Roni Hernandes, ssp


O Domingo – Palavra

O objetivo deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir às comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. Ele contém as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do Hinário litúrgico da CNBB e um artigo que trata da liturgia do dia ou de algum acontecimento eclesial.

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