O Domingo – Palavra
4 de fevereiro: 5º Domingo do Tempo Comum

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O TEMPO DA BOA NOTÍCIA

Para o povo da Bíblia, o tempo presente é um tempo imperfeito, que passará. Outro tempo, o tempo novo, vai chegar. O evangelho de hoje (Mc 1,29-39) mostra que, em Jesus, o tempo novo chegou. A chegada de Jesus é a escatologia. Começa, pois, o tempo definitivo. Acontece aquilo que Deus quer: o tempo da boa notícia.

A cena da cura da sogra de Pedro tem que ver com o tempo novo. Essa mulher é a representação da comunidade, que precisa estar de pé, saudável, a serviço. O episódio é denso e significativo. Jesus age na simplicidade. O primeiro gesto é de aproximação. É assim que Deus faz: ele se aproxima de nós. Ele não é alguém que olha as pessoas de longe. É como um médico bom, que, ao consultar o paciente, se interessa por ele. Chega perto, olha nos olhos. O ato de tocar, de segurar a mão, é de uma delicadeza! Jesus é afável com todos, especialmente com os mais necessitados. A cura, portanto, não está em gestos mirabolantes e barulhentos.

O interessante é que, ao ser curada, a sogra de Pedro começa a servir. Nisto consiste a novidade do Reino: na diaconia, no serviço. A razão de ser da comunidade cristã é servir, e não ser servida. Foi isso que o Mestre fez. Isso é o que a comunidade precisa fazer. A comunidade é seguidora de Jesus. Portanto, seus gestos e palavras devem ser os mesmos do Mestre. De modo que a autoridade de Jesus é o serviço.

Autoridade supõe que alguém promove esse poder, que alguém deu a autorização. Jesus é autorizado pelo Pai. Ele é o portador autorizado do reino de Deus. Em sinal dessa autoridade, ele revela que Deus está do lado dos sofredores do mundo. Daí o primeiro sinal (cf. evangelho do domingo passado) ser a expulsão do demônio, isto é, da força misteriosa, desconhecida. Isso porque o “espírito imundo” não se enquadra com o que Deus quer. As forças que não se dão bem com Deus se sentem ameaçadas com a chegada daquele que é fiel a Deus.

O final do evangelho de hoje nos faz ver que o ensinamento novo e com autoridade não pode se concentrar apenas em nossas comunidades, mas deve ser exercido também em “outros lugares”, ou seja, nas mais diferentes situações da vida. E, seja onde for, deve ser acompanhado pela alegria de caminhar com Jesus, tendo-o como única riqueza e sentido da vida. Com ele as forças do mal não têm vez.

Pe. Antonio Iraildo Alves de Brito, ssp


O Domingo – Palavra

O objetivo deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir às comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. Ele contém as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do Hinário litúrgico da CNBB e um artigo que trata da liturgia do dia ou de algum acontecimento eclesial.

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