O Domingo – Palavra
11 de março: 4º Domingo da Quaresma

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PARA ALÉM DA RAZÃO

Deus nos ama com amor imenso. Um amor que nossa linguagem não é capaz de expressar. Até tentamos. Mas não alcançamos. Jesus Cristo é a prova concreta desse amor. “Ele esvaziou-se a si mesmo e tomou a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens” (Fl 2,7). Experimentou na própria carne as dores da humanidade. Nada que é humano é estranho a Deus.

Nosso coração deveria sempre se alegrar, ser repleto de gratidão; pois, apesar de nossas fraquezas, jamais somos abandonados pelo Senhor da vida. Seu amor por nós é tanto, que ele não fica relembrando nossas faltas, nossos pecados. Se nosso Senhor amasse somente quem fosse “certinho”, estaríamos “fritos”. “Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por meio dele” (Jo 3,17).

Sabemos que nem sempre nossas atitudes correspondem ao seu amor por nós. Mas podemos aprender com ele, o qual, “com a vida e a palavra, anunciou ao mundo que Deus é Pai e cuida de todos como filhos e filhas” (Oração Eucarística VI-D).

Mesmo diante de nossas maiores fraquezas, jamais o Senhor nos deixa sozinhos. Ao contrário, põe-nos no colo e nos carrega nos braços. A cruz é o grande sinal do amor incondicional de Deus por nós. Jesus, com os braços abertos na cruz, não abraça o vácuo. Seus braços abertos são para nos abraçar a todos e nos consolar em toda tribulação.

Um risco seria querer comprar Deus. Não, ao Senhor ninguém engana. Pode ser que, por vezes, pelo fato de estar na Igreja, de participar dos sacramentos, de devolver o dízimo e tudo o mais, alguém tenha a tentação de se sentir melhor do que os outros.

Jesus jamais se orgulhou ou se mostrou melhor do que os outros. Na verdade, sabia acolher os que eram considerados os mais errados daquele tempo, combatendo preconceitos; e chegou a dizer aos que se consideravam “certinhos”: “Os cobradores de impostos e as prostitutas vão entrar no reino de Deus antes de vocês” (Mt 21,31).

Neste tempo da Quaresma, tempo favorável, abramos o coração ao amor misericordioso de Deus. Que nossos gestos e palavras sejam inspirados em Jesus Cristo. Meditemos a sua Palavra e nos deixemos guiar pelo Espírito, que é o vínculo perfeito do amor. A vida tem sentido quando deixamos que Deus seja tudo em nós.

Pe. Antonio Iraildo Alves de Brito, ssp


O Domingo – Palavra

O objetivo deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir às comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. Ele contém as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do Hinário litúrgico da CNBB e um artigo que trata da liturgia do dia ou de algum acontecimento eclesial.

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