O Domingo – Palavra
01 de setembro: 22º Domingo do Tempo Comum

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A IMPORTÂNCIA DA GRATUIDADE

Jesus é convidado a uma refeição na casa de um chefe dos fariseus, ou seja, de alguém que ocupava lugar de destaque na sociedade. Aliás, o termo fariseu – que significa “separado” – designa aqueles que se consideravam fiéis observantes da lei mosaica em seus detalhes, sendo, portanto, gente de tendência legalista.

Nessa refeição da qual participava, Jesus observou o comportamento dos convivas e notou que a tendência deles era ocupar os primeiros lugares. Diante disso, contou-lhes uma parábola e fez uma observação ao anfitrião.

A parábola ensina que a refeição não é momento de disputa, competição e exibicionismo, mas deveria ser oportunidade de exercer a fraternidade e a partilha. Infelizmente, vivemos num mundo em que a ambição, a busca do poder e o desejo de superioridade dominam – isso acontecia no tempo de Jesus e acontece hoje. A sociedade, de modo geral, organiza-se e vive em torno da competição desleal: não importam os meios, importa o fim. O valor da pessoa se mede pela sua capacidade de triunfar sobre tudo e sobre todos.

Ao sugerir ao anfitrião convidar pobres e desamparados, Jesus quer nos ensinar a importância da gratuidade. É normal que convidemos familiares e conhecidos para fazer refeição conosco – não há nada de errado nisso. O que o Mestre nos propõe é a disposição e a atitude de romper com todas as lógicas mesquinhas e discriminatórias vigentes na sociedade, abrindo espaço à necessária solidariedade com os “últimos”, os normalmente excluídos e esquecidos. Quando nos relacionamos com alguém de quem esperamos retribuição, temos uma relação comercial: dou isso para receber aquilo; ao passo que, quando nos relacionamos com os pobres, temos uma relação gratuita, porque não podem retribuir.

O convite ao banquete que Jesus incentiva é em favor dos pobres e dos que têm fome – os relatos de multiplicação dos pães mostram muito bem isso. Por sua vez, o banquete eucarístico está aberto a todos. Comungar a hóstia na missa – e, sempre que possível, na Celebração da Palavra – significa, porém comungar com toda a comunidade. A comunhão eucarística não pode ser apenas um “ato intimista” – eu e Deus –, mas envolve a comunhão com os outros.

Pe. Nilo Luza, ssp


O Domingo – Palavra

O objetivo deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir às comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. Ele contém as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do Hinário litúrgico da CNBB e um artigo que trata da liturgia do dia ou de algum acontecimento eclesial.

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