Dia 12 | Paulus Editora

Liturgia Diária
Dia 12

SEXTA-FEIRA DEPOIS DAS CINZAS
(roxo – ofício do dia)

Escutai-me, Senhor Deus, tende piedade! Sede, Senhor, meu abrigo protetor! (Sl 29,11)

Jejum, oração e penitência marcam nosso caminho quaresmal. A Palavra de Deus, porém, ensina-nos que essas práticas precisam ser vivificadas pela caridade e pelo sincero desejo de conversão. Com esse propósito, celebremos os sagrados mistérios!

Primeira Leitura: Isaías 58,1-9

Leitura do livro do profeta Isaías – Assim fala o Senhor Deus: 1“Grita forte, sem cessar, levanta a voz como trombeta e denuncia os crimes do meu povo e os pecados da casa de Jacó. 2Buscam-me cada dia e desejam conhecer meus propósitos, como gente que pratica a justiça e não abandonou a lei de Deus. Exigem de mim julgamentos justos e querem estar na proximidade de Deus: 3‘Por que não te regozijaste quando jejuávamos e o ignoraste quando nos humilhávamos?’ É porque, no dia do vosso jejum, tratais de negócios e oprimis os vossos empregados. 4É porque, ao mesmo tempo que jejuais, fazeis litígios e brigas e agressões impiedosas. Não façais jejum com esse espírito, se quereis que vosso pedido seja ouvido no céu. 5Acaso é esse jejum que aprecio, o dia em que uma pessoa se mortifica? Trata-se talvez de curvar a cabeça como junco e de deitar-se em saco e sobre cinza? Acaso chamas a isso jejum, dia grato ao Senhor? 6Acaso o jejum que prefiro não é outro: quebrar as cadeias injustas, desligar as amarras do jugo, tornar livres os que estão detidos, enfim, romper todo tipo de sujeição? 7Não é repartir o pão com o faminto, acolher em casa os pobres e peregrinos? Quando encontrares um nu, cobre-o e não desprezes a tua carne. 8Então brilhará tua luz como a aurora e tua saúde há de recuperar-se mais depressa; à frente caminhará tua justiça e a glória do Senhor te seguirá. 9Então invocarás o Senhor, e ele te atenderá, pedirás socorro e ele dirá: ‘Eis-me aqui’”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 50(51)

Ó Senhor, não desprezeis um coração arrependido!

1. Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! / Na imensidão de vosso amor, purificai-me! / Lavai-me todo inteiro do pecado / e apagai completamente a minha culpa! – R.

2. Eu reconheço toda a minha iniquidade, / o meu pecado está sempre à minha frente. / Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei / e pratiquei o que é mau aos vossos olhos! – R.

3. Pois não são de vosso agrado os sacrifícios, / e, se oferto um holocausto, o rejeitais. / Meu sacrifício é minha alma penitente, / não desprezeis um coração arrependido! – R.

Evangelho: Mateus 9,14-15

Salve, Cristo, luz da vida, / companheiro na partilha!

Buscai o bem, não o mal, pois assim vivereis; / então o Senhor, nosso Deus, convosco estará! (Am 5,14) – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 14os discípulos de João aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Por que razão nós e os fariseus praticamos jejuns, mas os teus discípulos não?” 15Disse-lhes Jesus: “Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

O jejum religioso tem sempre em vista o louvor a Deus. São inúmeros os textos bíblicos que mencionam o jejum, que pode ser tanto individual como comunitário, em sinal de penitência, expiação dos pecados, oração intensa ou vontade firme de conseguir algo. O jejum também marca a preparação intensa para um acontecimento importante, como nos quarenta dias de Moisés no monte ou de Elias no deserto ou de Jesus antes de começar sua missão. Desde o século IV, a Igreja pratica o jejum quaresmal, distinguindo-o da abstinência. O jejum é a renúncia total de comida e bebida (com exceção da água) enquanto a abstinência é a recusa de alguma coisa que seja mais estimada ou cobiçada (normalmente a carne, mas pode ser chocolate, doces, bebidas alcoólicas etc.). Muitos cristãos jejuam todas as sextas-feiras, como sinal de penitência e sacrifício, apesar de oficialmente a Igreja prescrever o jejum apenas na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa. Durante os outros dias não há imposição, mas um convite a deixarmos de lado algo que achamos essencial, em sinal de renúncia e autocontrole em vista de uma maior vivência da fé e da espiritualidade.

(Dia a dia com o Evangelho 2027)


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É um subsídio mensal que contempla toda a caminhada litúrgica de cada mês. Apresenta ao leitor algumas opções de orações eucarísticas, um breve comentário dos santos e das leituras de cada dia, uma variada opção de cantos, além de trazer, a cada domingo, uma opção de círculo bíblico.

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