2ª SEMANA DA QUARESMA
(roxo – ofício do dia)
Salvai-me, Senhor, e tende compaixão de mim! Meu pé está firme no caminho reto, nas assembleias bendirei ao Senhor (Sl 25,11s).
Diante de nossos pecados e infidelidades, temos uma esperança: “O Senhor não nos trata como exigem nossas faltas”. Nesta celebração, somos convidados a agir do mesmo modo: com misericórdia para com nossos irmãos e irmãs.
Leitura da profecia de Daniel – 4“Eu te suplico, Senhor, Deus grande e terrível, que preservas a aliança e a benevolência aos que te amam e cumprem teus mandamentos; 5temos pecado, temos praticado a injustiça e a impiedade, temos sido rebeldes, afastando-nos de teus mandamentos e de tua lei; 6não temos prestado ouvidos a teus servos, os profetas, que, em teu nome, falaram a nossos reis e príncipes, a nossos antepassados e a todo o povo do país. 7A ti, Senhor, convém a justiça; e a nós, hoje, resta-nos ter vergonha no rosto: seja ao homem de Judá, aos habitantes de Jerusalém e a todo Israel, seja aos que moram perto e aos que moram longe, de todos os países para onde os escorraçaste por causa das infidelidades cometidas contra ti. 8A nós, Senhor, resta-nos ter vergonha no rosto: a nossos reis e príncipes e a nossos antepassados, pois que pecamos contra ti; 9mas a ti, Senhor, nosso Deus, cabe misericórdia e perdão, pois nos temos rebelado contra ti 10e não ouvimos a voz do Senhor, nosso Deus, indicando-nos o caminho de sua lei, que nos propôs mediante seus servos, os profetas.” – Palavra do Senhor.
O Senhor não nos trata como exigem nossas faltas.
1. Não lembreis as nossas culpas do passado, † mas venha logo sobre nós vossa bondade, / pois estamos humilhados em extremo. – R.
2. Ajudai-nos, nosso Deus e salvador! † Por vosso nome e vossa glória, libertai-nos! / Por vosso nome, perdoai nossos pecados! – R.
3. Até vós chegue o gemido dos cativos: † libertai com vosso braço poderoso / os que foram condenados a morrer! / Quanto a nós, vosso rebanho e vosso povo, † celebraremos vosso nome para sempre, / de geração em geração vos louvaremos. – R.
Glória a Cristo, Palavra eterna do Pai, que é amor!
Senhor, tuas palavras são espírito, são vida; / só tu tens palavras de vida eterna! (Jo 6,63.68). – R.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 36“Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. 37Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados. 38Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será colocada no vosso colo; porque, com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos”. – Palavra da salvação.
Neste pequeno trecho, Lucas condensa uma série de ricas e profundas máximas de Jesus, provavelmente recolhidas em diversos momentos e tempos. A primeira diferença em relação ao texto similar de Mateus é que Lucas utiliza o termo “misericordioso” ao invés de “perfeito”, linguagem claramente judaizante. Somos convidados a ser misericordiosos como o nosso Pai é misericordioso. Na Bíblia, a misericórdia significa compaixão e inclui sentimentos e atos de solidariedade, bondade, perdão e amor. O próprio Catecismo da Igreja nos recorda: “A misericórdia penetra no nosso coração só se também nós soubermos perdoar, até aos nossos inimigos. Ora, mesmo que ao ser humano pareça impossível satisfazer esta exigência, o coração que se oferece ao Espírito Santo pode, como Cristo, amar até ao extremo do amor, mudar a ferida em compaixão, transformar a ofensa em intercessão” (Compêndio, n. 595). Além de perdoar, Lucas nos oferece outras pistas para sermos misericordiosos como o Pai, ou seja, não julgar, não condenar, ser caridoso…
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
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